Todo ano é assim: apesar de todo cuidado com a marcação das datas dos seminários, o fim do ano sempre nos reserva inúmeras surpresas. Assim, confirmo as novas datas de apresentação.
Revolução Industrial - 05nov(4a. feira, 4a. aula )
Motores e Combustíveis - 05nov(4a feira, 4a. aula)
Petróleo - 07nov(6a.feira, 3a. aula - aula de Geografia cedida pela prof. Adriana)
Biomassa - 07nov(6a.feira, 4a. aula - aula de Química cedida pela prof. Cida)
Energia Eólica - 07nov(6a.feira, 1a. aula - aula de Física)
Pilhas de Combustível - 07nov(6a.feira, 1a. aula)
Energia de Marés e Energia Geotérmica - 07nov(6a.feira, 3a. aula - aula de Geografia cedida pela prof. Adriana)
Hidrelétricas - 12nov(4a. feira, 4a. aula)
O Efeito Fotoelétrico - 12nov(4a. feira, 4a aula)
Energia Solar - 14nov(6a. feira, 1a aula)
Processos Nucleares - 14nov(6a feira, 1a. aula)
A Matriz Energética Nacional - 28nov(6a feira, 1a. aula)
Notem que a ordem de alguns assuntos foi trocada, sem prejuízo do prazo destinado para a preparação. O motivo foi privilegiar as professoras que tão gentilmente nos cederam os horários: procurei colocar nos horários da Cida e da Adriana os assuntos que estão diretamente ligados aos assuntos de suas disciplinas.
Estas mesmas informações seguirão para os emails fornecidos pelos interessados. Novamente peço que confirmem recebimento. Obrigada.
sábado, 1 de novembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO CICLO DE SEMINÁRIOS
A APRESENTAÇÃO
A) TEMPO
Cada grupo terá, para apresentação do conteúdo desenvolvido, um total de 20 minutos. Poderão apresentar em menos tempo, mas nunca poderão avançar no limite de 30 minutos. A apresentação deve começar em até 5 minutos a contar do início da aula, depois do que o tempo de 30 minutos começa a ser contado. Serão reservados 5minutos para perguntas da classe.
B) FORMATO
Livre – usem a criatividade para expor o que sabem, com os recursos que a escola proporciona. Apresentações orais com cartazes, apresentações orais com power point, filmetes, maquetes, protótipos, simulações – todos esses formatos já foram utilizados em anos anteriores, com grande êxito. O que importa é escolher um formato que facilite a exposição do conteúdo. Lembro a vocês que, durante a apresentação, sempre podemos contar com uma folha de papel para ajudar a lembrar os ítens essencias, mas a leitura do trabalho não se configura num trabalho propriamente dito. A apresentação deve conter, obrigatoriamente, os tópicos que foram citados na proposta de cada trabalho, e que se encontram no blog do curso. A avaliação se fará com base nesses tópicos, ou seja: no tempo destinado, pode haver mais, mas não menos do que o que foi pedido.
Vale ressaltar três aspectos:
a) meios eletrônicos e respectivos ambientes, tais como o vídeo, o datashow, sala de informática e a sala de vídeo devem ser reservados; arquivos devem ser testados previamente para que não haja surpresas
b) protótipos e maquetes da escola podem ser usados sem problema pelos grupos, contanto que sejam testados antes e devolvidos ao destino adequadamente depois.
c) pelo que foi explicado nos itens a) e b), não haverá tempo suplementar nem remarcação de data para reapresentação, por qualquer motivo: o tempo de preparação é bastante grande, mas as apresentações devem se dar em um prazo bastante apertado! Alunos que faltarem à apresentação serão avaliados em provas substitutivas sobre seus respectivos assuntos.
A AVALIAÇÃO
Conforme já conversamos em classe, a nota da prova trimestral será uma combinação de duas notas.
SEMINÀRIO – a nota de zero a dez que será atribuída ao grupo, como um todo, como resultado da apresentação adequada, igualmente distribuída entre os participantes, tanto na apresentação quanto na resposta aos colegas no momento em que se abrirem as perguntas para a classe.
Faz parte dessa nota a entrega do trabalho em arquivo eletrônico e a devolução dos trabalhos de anos anteriores que serão emprestados para consulta e referência. Estas entregas e devoluçõe devem acontecer no momento da apresentação. Atrasos descontam pontos desta nota.
Sobre o trabalho em arquivo, é obrigatório apresentar referências bibliográficas e/ou eletrônicas, na seguinte proporção: até 75% de referências que constem de trabalhos de anos anteriores e no mínimo 25% de referências novas, pesquisadas e encontradas pelo grupo para o trabalho deste ano. O motivo desta obrigatoriedade é que o assunto energia vem sendo renovado a cada instante, e sempre há novas referências e novidades aparecendo. O mesmo vale para Revolução Industrial.
Não haverá notas individuais, haverá notas para o grupo. Um grupo nota dez é o grupo bem articulado, em que todos se ajudam no momento da apresentação e todos respondem perguntas. Não adianta um fazer todo o trabalho e o outro apenas fazer a capa: se o trabalho é desequilibrado, a nota refletirá este desequilíbrio. Aguardem a publicação do critério detalhado para a avaliação do seminário.
ATUAÇÃO – é a nota de zero a dez que será atribuída a cada aluno pela sua participação no Ciclo de Seminários. Espera-se que um aluno de final de ensino fundamental seja capaz de adquirir conhecimento através de apresentações que não são ‘auals’ formais; a apropriação desse conhecimento se faz através de atenção, conduta adequada, elaboração de perguntas durante a discussão, gentileza e educação quanto ao trato com os colegas, antes, durante e depois de cada apresentação. Bem, eu estarei avaliando tudo isso. Alunos que faltarem a apresentações de outros grupos terão um pequeno questionário para preencher, sobre o assunto. Conforme o que já combinamos anteriormente, não serão toleradas conversas durante os seminários, ou qualquer outra atitude que venha a perturbar a concentração da classe. Não tolerar significa ser colocado para fora da sala, e isso zera a nota de atuação. Aguardem a publicação do critério detalhado para a avaliação da atuação.
NOTA DA PROVA TRIMESTRAL = raiz quadrada do produto (SEMINÁRIO x ATUAÇÃO).
Já conversamos em sala as características desta nota, não é? Por causa destas características, essas notas só serão publicadas depois do último seminário.
Bem. Para o momento era isso. As próximas atrações serão: a entrega dos trabalhos de anos anteriores para referência, e o detalhamento dos trabalhos, individualmente com cada grupo. Até mais!
A) TEMPO
Cada grupo terá, para apresentação do conteúdo desenvolvido, um total de 20 minutos. Poderão apresentar em menos tempo, mas nunca poderão avançar no limite de 30 minutos. A apresentação deve começar em até 5 minutos a contar do início da aula, depois do que o tempo de 30 minutos começa a ser contado. Serão reservados 5minutos para perguntas da classe.
B) FORMATO
Livre – usem a criatividade para expor o que sabem, com os recursos que a escola proporciona. Apresentações orais com cartazes, apresentações orais com power point, filmetes, maquetes, protótipos, simulações – todos esses formatos já foram utilizados em anos anteriores, com grande êxito. O que importa é escolher um formato que facilite a exposição do conteúdo. Lembro a vocês que, durante a apresentação, sempre podemos contar com uma folha de papel para ajudar a lembrar os ítens essencias, mas a leitura do trabalho não se configura num trabalho propriamente dito. A apresentação deve conter, obrigatoriamente, os tópicos que foram citados na proposta de cada trabalho, e que se encontram no blog do curso. A avaliação se fará com base nesses tópicos, ou seja: no tempo destinado, pode haver mais, mas não menos do que o que foi pedido.
Vale ressaltar três aspectos:
a) meios eletrônicos e respectivos ambientes, tais como o vídeo, o datashow, sala de informática e a sala de vídeo devem ser reservados; arquivos devem ser testados previamente para que não haja surpresas
b) protótipos e maquetes da escola podem ser usados sem problema pelos grupos, contanto que sejam testados antes e devolvidos ao destino adequadamente depois.
c) pelo que foi explicado nos itens a) e b), não haverá tempo suplementar nem remarcação de data para reapresentação, por qualquer motivo: o tempo de preparação é bastante grande, mas as apresentações devem se dar em um prazo bastante apertado! Alunos que faltarem à apresentação serão avaliados em provas substitutivas sobre seus respectivos assuntos.
A AVALIAÇÃO
Conforme já conversamos em classe, a nota da prova trimestral será uma combinação de duas notas.
SEMINÀRIO – a nota de zero a dez que será atribuída ao grupo, como um todo, como resultado da apresentação adequada, igualmente distribuída entre os participantes, tanto na apresentação quanto na resposta aos colegas no momento em que se abrirem as perguntas para a classe.
Faz parte dessa nota a entrega do trabalho em arquivo eletrônico e a devolução dos trabalhos de anos anteriores que serão emprestados para consulta e referência. Estas entregas e devoluçõe devem acontecer no momento da apresentação. Atrasos descontam pontos desta nota.
Sobre o trabalho em arquivo, é obrigatório apresentar referências bibliográficas e/ou eletrônicas, na seguinte proporção: até 75% de referências que constem de trabalhos de anos anteriores e no mínimo 25% de referências novas, pesquisadas e encontradas pelo grupo para o trabalho deste ano. O motivo desta obrigatoriedade é que o assunto energia vem sendo renovado a cada instante, e sempre há novas referências e novidades aparecendo. O mesmo vale para Revolução Industrial.
Não haverá notas individuais, haverá notas para o grupo. Um grupo nota dez é o grupo bem articulado, em que todos se ajudam no momento da apresentação e todos respondem perguntas. Não adianta um fazer todo o trabalho e o outro apenas fazer a capa: se o trabalho é desequilibrado, a nota refletirá este desequilíbrio. Aguardem a publicação do critério detalhado para a avaliação do seminário.
ATUAÇÃO – é a nota de zero a dez que será atribuída a cada aluno pela sua participação no Ciclo de Seminários. Espera-se que um aluno de final de ensino fundamental seja capaz de adquirir conhecimento através de apresentações que não são ‘auals’ formais; a apropriação desse conhecimento se faz através de atenção, conduta adequada, elaboração de perguntas durante a discussão, gentileza e educação quanto ao trato com os colegas, antes, durante e depois de cada apresentação. Bem, eu estarei avaliando tudo isso. Alunos que faltarem a apresentações de outros grupos terão um pequeno questionário para preencher, sobre o assunto. Conforme o que já combinamos anteriormente, não serão toleradas conversas durante os seminários, ou qualquer outra atitude que venha a perturbar a concentração da classe. Não tolerar significa ser colocado para fora da sala, e isso zera a nota de atuação. Aguardem a publicação do critério detalhado para a avaliação da atuação.
NOTA DA PROVA TRIMESTRAL = raiz quadrada do produto (SEMINÁRIO x ATUAÇÃO).
Já conversamos em sala as características desta nota, não é? Por causa destas características, essas notas só serão publicadas depois do último seminário.
Bem. Para o momento era isso. As próximas atrações serão: a entrega dos trabalhos de anos anteriores para referência, e o detalhamento dos trabalhos, individualmente com cada grupo. Até mais!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
No início, a Igreja era um grupo de homens e mulheres centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou até Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa, e tornou-se uma cultura. E finalmente, chegou à América,e tornou-se business.”
(Richardson Halverson, capelão do Senado americano)
(Richardson Halverson, capelão do Senado americano)
Novidades em Leptons e Quarks
Primeio, o link para o you tube com o Rap do Acelerador de partíclas do CERN, que começou a funcionar hoje:
http://www.youtube.com/watch?v=j50ZssEojtM
Presentinho nerd:Partículas atômicas de pelúcia! Agora as namoradas dos físicos vão saber o que comprar para o dia dos namorados.
O endereço da lojinha....
http://www.particlezoo.net/
http://www.youtube.com/watch?v=j50ZssEojtM
Presentinho nerd:Partículas atômicas de pelúcia! Agora as namoradas dos físicos vão saber o que comprar para o dia dos namorados.
O endereço da lojinha....
http://www.particlezoo.net/
sábado, 6 de setembro de 2008
DETALHES SOBRE O CICLO DE SEMINÁRIOS SOBRE ENERGIA - 2008
Aí vão, meninos, os detalhes de cada seminário. Depois eu posto as referências iniciais.
Grupo 1 – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
2 ALUNOS
O ideal é ser desenvolvido juntamente com o conteúdo de História.
Dar a situação da Europa e da América na época
Discutir as duas máquinas (Newcombe e Joule)
Impactos ambientais e sociais
Mais-valia
Grupo 2 – MOTORES E COMBUSTÍVEIS
3 ALUNOS
O motor Otto – Motores de combustão interna
A fábrica Daimler-Benz
Motores de dois e quatro tempos
Combustíveis – equações de queima; diferenças (limitar-se à discussão do combustível pronto; a produção de cada um será discutida em seminários específicos)
O modelo de desenvolvimento escolhido para o Brasil
Impactos ambientais
Grupo 3 – PETRÓLEO
3 ALUNOS
Origem e tipos de petróleo
Prospecção
Produção e refino
Derivados do petróleo (não deixar de citar combustíveis, lubrificantes, matérias primas para a indústria química, farmacêutica, cosméticos)
Petrobras
Grupo 4 – BIOMASSA
3 ALUNOS
O ciclo do carbono e o efeito estufa
O que é energia renovável
O que é biomassa
Biocombústíveis: etanol, biodiesel, bagaço de cana
O mercado de carbono
Grupo 5 – PILHAS DE COMBUSTÍVEL
2 ALUNOS
A eletrólise da água
O que é um combustível limpo?
Veículos movidos a hidrogênio
Pilhas de etanol
Grupo 6 – ENERGIA DE MARÉS E ENERGIA GEOTÉRMICA
2 ALUNOS
Para cada modalidade de energia: Origem, Aproveitamento, Locais, Cogeração
Grupo 7 – ENERGIA EÓLICA
2 ALUNOS
Histórico
Origem
Aproveitamento
O mapa de ventos do Brasil
Locais – Fazendas eólicas
Cogeração
Impactos ambientais
Grupo 8 – HIDRELÉTRICAS
3 ALUNOS
Em que consiste a energia hidrelétrica?
O parque hidrelétrico brasileiro
Esquema de funcionamento de uma usina
Turbinas e eclusas
Impactos ambientais
Comparar duas hidrelétricas (uma brasileira, outra estrangeira)
Grupo 9 – O EFEITO FOTOELÉTRICO
3 ALUNOS
A evolução da idéia de átomo (Dalton, enfatizar o modelo Rutherford-Bohr, modelo quântico)
O que é o efeitofotoelétrico
A função de trabalho e o potencial de corte
Diferença entre o efeito fotoelétrico e o efeito fotovoltaico
Aplicações
Albert Einstein
Grupo 10 – ENERGIA SOLAR
3 ALUNOS
Evolução estelar e o “combustível” termonuclear(não é preciso entrar em reações nucleares, o tema será detalhado em seminário específico)
As duas modalidades de energia solar: luz e calor – aproveitamentos
Locais
Dispositivos de aproveitamento: as células fotoelétricas e os coletores solares
Impactos
Grupo 11 – PROCESSOS NUCLEARES
3 ALUNOS
Retomando o modelo de Rutherford
E o núcleo?
A descoberta de Henri Becquerel e as experiências do casal Curie
Fissão e fusão nuclear – diferenças
Reatores
O caso da França
Caso entrem História e/ou Geografia:
O caso da Índia
O caso do Irã e do Afeganistão
A equivalência massa-energia
Reatores
Impactos
Grupo 12 – A MATRIZ ENERGÉTICA NACIONAL
2 ALUNOS
Toda a informação encontra-se no site do Ministério das Minas e Energia, na página do BEN(Balanço de Energia Útil), http://www.mme.gov.br/programs_display.do?chn=8625
O que é uma matriz energética
Nossa matriz energética
Tonelada equivalente de petróleo
A estrutura do Balanço de Energia Útil
O que é energia primária
O que é energia secundária
Gráficos de oferta interna de energia , por setor e no tempo
Grupo 1 – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
2 ALUNOS
O ideal é ser desenvolvido juntamente com o conteúdo de História.
Dar a situação da Europa e da América na época
Discutir as duas máquinas (Newcombe e Joule)
Impactos ambientais e sociais
Mais-valia
Grupo 2 – MOTORES E COMBUSTÍVEIS
3 ALUNOS
O motor Otto – Motores de combustão interna
A fábrica Daimler-Benz
Motores de dois e quatro tempos
Combustíveis – equações de queima; diferenças (limitar-se à discussão do combustível pronto; a produção de cada um será discutida em seminários específicos)
O modelo de desenvolvimento escolhido para o Brasil
Impactos ambientais
Grupo 3 – PETRÓLEO
3 ALUNOS
Origem e tipos de petróleo
Prospecção
Produção e refino
Derivados do petróleo (não deixar de citar combustíveis, lubrificantes, matérias primas para a indústria química, farmacêutica, cosméticos)
Petrobras
Grupo 4 – BIOMASSA
3 ALUNOS
O ciclo do carbono e o efeito estufa
O que é energia renovável
O que é biomassa
Biocombústíveis: etanol, biodiesel, bagaço de cana
O mercado de carbono
Grupo 5 – PILHAS DE COMBUSTÍVEL
2 ALUNOS
A eletrólise da água
O que é um combustível limpo?
Veículos movidos a hidrogênio
Pilhas de etanol
Grupo 6 – ENERGIA DE MARÉS E ENERGIA GEOTÉRMICA
2 ALUNOS
Para cada modalidade de energia: Origem, Aproveitamento, Locais, Cogeração
Grupo 7 – ENERGIA EÓLICA
2 ALUNOS
Histórico
Origem
Aproveitamento
O mapa de ventos do Brasil
Locais – Fazendas eólicas
Cogeração
Impactos ambientais
Grupo 8 – HIDRELÉTRICAS
3 ALUNOS
Em que consiste a energia hidrelétrica?
O parque hidrelétrico brasileiro
Esquema de funcionamento de uma usina
Turbinas e eclusas
Impactos ambientais
Comparar duas hidrelétricas (uma brasileira, outra estrangeira)
Grupo 9 – O EFEITO FOTOELÉTRICO
3 ALUNOS
A evolução da idéia de átomo (Dalton, enfatizar o modelo Rutherford-Bohr, modelo quântico)
O que é o efeitofotoelétrico
A função de trabalho e o potencial de corte
Diferença entre o efeito fotoelétrico e o efeito fotovoltaico
Aplicações
Albert Einstein
Grupo 10 – ENERGIA SOLAR
3 ALUNOS
Evolução estelar e o “combustível” termonuclear(não é preciso entrar em reações nucleares, o tema será detalhado em seminário específico)
As duas modalidades de energia solar: luz e calor – aproveitamentos
Locais
Dispositivos de aproveitamento: as células fotoelétricas e os coletores solares
Impactos
Grupo 11 – PROCESSOS NUCLEARES
3 ALUNOS
Retomando o modelo de Rutherford
E o núcleo?
A descoberta de Henri Becquerel e as experiências do casal Curie
Fissão e fusão nuclear – diferenças
Reatores
O caso da França
Caso entrem História e/ou Geografia:
O caso da Índia
O caso do Irã e do Afeganistão
A equivalência massa-energia
Reatores
Impactos
Grupo 12 – A MATRIZ ENERGÉTICA NACIONAL
2 ALUNOS
Toda a informação encontra-se no site do Ministério das Minas e Energia, na página do BEN(Balanço de Energia Útil), http://www.mme.gov.br/programs_display.do?chn=8625
O que é uma matriz energética
Nossa matriz energética
Tonelada equivalente de petróleo
A estrutura do Balanço de Energia Útil
O que é energia primária
O que é energia secundária
Gráficos de oferta interna de energia , por setor e no tempo
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Aproxima-se a hora da grande colisão
Em que você está pensando: no próximo confronto nas urnas? em Marte caindo no nosso horizonte? Bem, pelo hoaxes da última semana, que indicavam um tamanho do planeta vermelho maior que a Lua, bem , não seria de se estranhar ...
Mas o que está para acontecer de verdade é o início do funcionamento de um grande acelerador de partículas! Dedico este post aí para os nossos bravos seminaristas de Processos Nucleares!
Milhares de cientistas aguardam o acionamento na próxima quarta-feira do grande acelerador europeu de partículas, o LHC
Alicia Rivera
Em Madri
Imagine um experimento científico que usa uma quantidade de cabos (dez vezes mais finos que um cabelo humano) suficiente para cobrir cinco vezes com folga a distância da Terra ao Sol; que um de seus detectores é maior que a Catedral de Notre-Dame em Paris e que outro tem um sistema de ímãs com mais ferro (10 mil toneladas) que a Torre Eiffel. Tudo isso está montado em um túnel circular de 27 quilômetros que as partículas elementares dos experimentos percorrerão mais de 11 mil vezes por segundo. Quando se chocarem em quatro pontos de colisão, as partículas se desintegrarão e criarão outras novas jamais produzidas até agora artificialmente, em condições controladas de laboratório. Os físicos que estudam os componentes fundamentais da matéria estão entusiasmados e impacientes para começar a trabalhar com esse experimento colossal.

Cientista trabalha em Genebra, na Suiça, com o acelerador de partículas LHC
Chama-se Grande Colisor de Hádrons (LHC na sigla em inglês) e vai estrear dentro de uma semana no Laboratório Europeu de Física de Partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), perto de Genebra, Suíça. Ali, a cerca de 100 metros de profundidade, no túnel do acelerador, físicos e engenheiros de todo o mundo trabalham para acabar tudo a tempo e injetar os primeiros feixes de partículas no LHC em 10 de setembro e comprovar - como esperam - que tudo funciona. É um acelerador único, baseado em tecnologias de vanguarda desenvolvidas para sua própria existência, mas que repercutirão em outras aplicações. Sua construção foi decidida em 1994 e especialistas de mais de 80 países participam do projeto, cujo custo beira os 6 bilhões de euros.
O projeto, a construção e a montagem dessa máquina científica representam tantos desafios que é difícil destacar os mais interessantes. Um exemplo: o LHC exige tal precisão em todos os seus componentes que o efeito de maré da Lua sobre o terreno na região de Genebra precisa ser descontado; esse efeito provoca uma variação de 1 mm no perímetro de 27 km do acelerador, gerando variações na energia dos feixes, por isso os físicos terão de levar em conta a influência lunar em seus dados.
"Estamos terminando uma maratona com uma corrida acelerada", diz Lyn Evans, diretor do LHC. "Foi um longo percurso e agora todos desejamos implementar o programa de pesquisa do LHC." O acionamento de uma máquina dessas não se concretiza em um momento, apertando um botão, insiste Evans. Há meses foram sendo completados e testados os oito setores que formam a circunferência do acelerador, integrada por mais de 1.500 grandes ímãs supercondutores, conectados em fila para acelerar e conduzir os feixes das partículas que circularão no interior, em um tubo de alto vácuo. Além disso, foi preciso esfriar tudo a 271 graus Celsius negativos (temperatura exigida pelos ímãs supercondutores).
Os quatro grandes detectores dos choques de partículas (CMS, Atlas, LHCb e Alice), semelhantes e complementares, também deverão estar prontos em uma semana, e algum ainda tem uma agenda de tarefas bastante densa.
A melhora que representa o LHC em relação ao mais poderoso acelerador atual, o Tevatron (no Fermilab, em Chicago), é espetacular: o europeu vai gerar colisões de partículas de potência sete vezes superior a qualquer acelerador anterior, e quando alcançar sua potência máxima prevista, por volta de 2010, será 30 vezes superior.
"Nos EUA a física de partículas está em fase de transição", diz Elisabeth Clemens na revista especializada "Symmetry". "Em um ou dois anos o Tevatron, o acelerador de maior energia do mundo, será fechado e a fronteira se deslocará para a Suíça, onde o LHC está prestes a começar. Mais de 1.200 cientistas americanos colaboram em seus experimentos."
O que os físicos querem ver com esse laboratório gigantesco? "Adolfo Suárez dizia aquilo de 'posso prometer e prometo '; nós, cientistas, não podemos falar assim. É a natureza quem decide, e se a pesquisamos é porque não sabemos as respostas!", diz Álvaro de Rújula, físico teórico do Cern. "Além disso, não descobrir nada do que suspeitamos (especialmente o bóson de Higgs, que, caso exista, deverá ser encontrado no LHC) seria uma descoberta fantástica, embora possa parecer estranho que não descobrir seja um sucesso."
A busca desse bóson de Higgs se transformou na bandeira do LHC. "As partículas elementares conhecidas são vibrações no vazio, a partícula de Higgs seria uma vibração do vazio", explica De Rújula. "O vazio do universo, nós acreditamos, não é o nada, é uma substância e pode vibrar, e a interação do vazio com as demais partículas (uma espécie de atrito) seria o que gera suas diferentes massas."
Além disso, os físicos - milhares deles participam diretamente do LHC - também desejam que dessas colisões de partículas surjam coisas novas e inesperadas, talvez o autêntico sal da ciência.
Se tudo correr bem no dia 10 o LHC entrará em uma fase completamente nova, mas isso não significa que as descobertas vão surgir dos detectores no dia 11. "Agora os detectores estão tomando dados sem que o acelerador funcione: captamos raios cósmicos e sinais de ruído. A partir do dia 10 tiraremos dados dos prótons (as partículas dos feixes do acelerador) que circulam pelo LHC", explica o físico espanhol Guillermo Gómez Ceballos, que trabalha no CMS. "Mais à frente, em novembro, começaremos a tirar dados das colisões de partículas, mas com uma energia menor que a prevista, e finalmente dentro de alguns meses teremos a energia nominal do LHC."
Está previsto que o acelerador comece a funcionar com uma energia de 0,9 teraletronvolts (TeV) por feixe. "A energia irá subindo aos poucos até alcançar os 5 TeV por feixe; queremos que seja o quanto antes, mas sem assumir riscos demais", afirma Enrique Fernández, diretor do Comitê de Política Científica do Cern.
Será preciso tirar muitos dados antes de encontrar o Higgs. Em cada um dos dois feixes que circularão em sentido contrário pelo LHC as partículas andam em pacotes - cerca de 3 mil por feixe -, com 100 bilhões de partículas por pacote. Os feixes se cruzarão 30 milhões de vezes por segundo, gerando cerca de 600 milhões de colisões por segundo.
Parece muita informação, mas a coisa é complexa. Jesús Puerta Pelayo, físico do CMS, explica: "Os acontecimentos que queremos estudar são extremamente raros, e por isso precisamos de uma grande quantidade de colisões. É como se em uma roleta com bilhões de números quiséssemos analisar em detalhe como se comporta a bola ao cair no número 10; para conseguir alguns dez teremos de lançar a roleta muitos bilhões de vezes". O jogo científico do LHC deve começar na próxima quarta-feira.
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/09/04/ult581u2771.jhtm
Mas o que está para acontecer de verdade é o início do funcionamento de um grande acelerador de partículas! Dedico este post aí para os nossos bravos seminaristas de Processos Nucleares!
Milhares de cientistas aguardam o acionamento na próxima quarta-feira do grande acelerador europeu de partículas, o LHC
Alicia Rivera
Em Madri
Imagine um experimento científico que usa uma quantidade de cabos (dez vezes mais finos que um cabelo humano) suficiente para cobrir cinco vezes com folga a distância da Terra ao Sol; que um de seus detectores é maior que a Catedral de Notre-Dame em Paris e que outro tem um sistema de ímãs com mais ferro (10 mil toneladas) que a Torre Eiffel. Tudo isso está montado em um túnel circular de 27 quilômetros que as partículas elementares dos experimentos percorrerão mais de 11 mil vezes por segundo. Quando se chocarem em quatro pontos de colisão, as partículas se desintegrarão e criarão outras novas jamais produzidas até agora artificialmente, em condições controladas de laboratório. Os físicos que estudam os componentes fundamentais da matéria estão entusiasmados e impacientes para começar a trabalhar com esse experimento colossal.

Cientista trabalha em Genebra, na Suiça, com o acelerador de partículas LHC
Chama-se Grande Colisor de Hádrons (LHC na sigla em inglês) e vai estrear dentro de uma semana no Laboratório Europeu de Física de Partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), perto de Genebra, Suíça. Ali, a cerca de 100 metros de profundidade, no túnel do acelerador, físicos e engenheiros de todo o mundo trabalham para acabar tudo a tempo e injetar os primeiros feixes de partículas no LHC em 10 de setembro e comprovar - como esperam - que tudo funciona. É um acelerador único, baseado em tecnologias de vanguarda desenvolvidas para sua própria existência, mas que repercutirão em outras aplicações. Sua construção foi decidida em 1994 e especialistas de mais de 80 países participam do projeto, cujo custo beira os 6 bilhões de euros.
O projeto, a construção e a montagem dessa máquina científica representam tantos desafios que é difícil destacar os mais interessantes. Um exemplo: o LHC exige tal precisão em todos os seus componentes que o efeito de maré da Lua sobre o terreno na região de Genebra precisa ser descontado; esse efeito provoca uma variação de 1 mm no perímetro de 27 km do acelerador, gerando variações na energia dos feixes, por isso os físicos terão de levar em conta a influência lunar em seus dados.
"Estamos terminando uma maratona com uma corrida acelerada", diz Lyn Evans, diretor do LHC. "Foi um longo percurso e agora todos desejamos implementar o programa de pesquisa do LHC." O acionamento de uma máquina dessas não se concretiza em um momento, apertando um botão, insiste Evans. Há meses foram sendo completados e testados os oito setores que formam a circunferência do acelerador, integrada por mais de 1.500 grandes ímãs supercondutores, conectados em fila para acelerar e conduzir os feixes das partículas que circularão no interior, em um tubo de alto vácuo. Além disso, foi preciso esfriar tudo a 271 graus Celsius negativos (temperatura exigida pelos ímãs supercondutores).
Os quatro grandes detectores dos choques de partículas (CMS, Atlas, LHCb e Alice), semelhantes e complementares, também deverão estar prontos em uma semana, e algum ainda tem uma agenda de tarefas bastante densa.
A melhora que representa o LHC em relação ao mais poderoso acelerador atual, o Tevatron (no Fermilab, em Chicago), é espetacular: o europeu vai gerar colisões de partículas de potência sete vezes superior a qualquer acelerador anterior, e quando alcançar sua potência máxima prevista, por volta de 2010, será 30 vezes superior.
"Nos EUA a física de partículas está em fase de transição", diz Elisabeth Clemens na revista especializada "Symmetry". "Em um ou dois anos o Tevatron, o acelerador de maior energia do mundo, será fechado e a fronteira se deslocará para a Suíça, onde o LHC está prestes a começar. Mais de 1.200 cientistas americanos colaboram em seus experimentos."
O que os físicos querem ver com esse laboratório gigantesco? "Adolfo Suárez dizia aquilo de 'posso prometer e prometo '; nós, cientistas, não podemos falar assim. É a natureza quem decide, e se a pesquisamos é porque não sabemos as respostas!", diz Álvaro de Rújula, físico teórico do Cern. "Além disso, não descobrir nada do que suspeitamos (especialmente o bóson de Higgs, que, caso exista, deverá ser encontrado no LHC) seria uma descoberta fantástica, embora possa parecer estranho que não descobrir seja um sucesso."
A busca desse bóson de Higgs se transformou na bandeira do LHC. "As partículas elementares conhecidas são vibrações no vazio, a partícula de Higgs seria uma vibração do vazio", explica De Rújula. "O vazio do universo, nós acreditamos, não é o nada, é uma substância e pode vibrar, e a interação do vazio com as demais partículas (uma espécie de atrito) seria o que gera suas diferentes massas."
Além disso, os físicos - milhares deles participam diretamente do LHC - também desejam que dessas colisões de partículas surjam coisas novas e inesperadas, talvez o autêntico sal da ciência.
Se tudo correr bem no dia 10 o LHC entrará em uma fase completamente nova, mas isso não significa que as descobertas vão surgir dos detectores no dia 11. "Agora os detectores estão tomando dados sem que o acelerador funcione: captamos raios cósmicos e sinais de ruído. A partir do dia 10 tiraremos dados dos prótons (as partículas dos feixes do acelerador) que circulam pelo LHC", explica o físico espanhol Guillermo Gómez Ceballos, que trabalha no CMS. "Mais à frente, em novembro, começaremos a tirar dados das colisões de partículas, mas com uma energia menor que a prevista, e finalmente dentro de alguns meses teremos a energia nominal do LHC."
Está previsto que o acelerador comece a funcionar com uma energia de 0,9 teraletronvolts (TeV) por feixe. "A energia irá subindo aos poucos até alcançar os 5 TeV por feixe; queremos que seja o quanto antes, mas sem assumir riscos demais", afirma Enrique Fernández, diretor do Comitê de Política Científica do Cern.
Será preciso tirar muitos dados antes de encontrar o Higgs. Em cada um dos dois feixes que circularão em sentido contrário pelo LHC as partículas andam em pacotes - cerca de 3 mil por feixe -, com 100 bilhões de partículas por pacote. Os feixes se cruzarão 30 milhões de vezes por segundo, gerando cerca de 600 milhões de colisões por segundo.
Parece muita informação, mas a coisa é complexa. Jesús Puerta Pelayo, físico do CMS, explica: "Os acontecimentos que queremos estudar são extremamente raros, e por isso precisamos de uma grande quantidade de colisões. É como se em uma roleta com bilhões de números quiséssemos analisar em detalhe como se comporta a bola ao cair no número 10; para conseguir alguns dez teremos de lançar a roleta muitos bilhões de vezes". O jogo científico do LHC deve começar na próxima quarta-feira.
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/09/04/ult581u2771.jhtm
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
ORIENTAÇÃO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE
Pessoal, recebi um email da Helena. Ela me disse que o link para o filmete do YouTube não estava funcionando. Como eu já havia prometido que publicaria todo o conteúdo da recuperação, então lá vai ...
Vamos rever
Nesse longo trimestre, passeamos por vários conceitos e aprendemos a utilizar ferramentas muito importantes na atividade científica.
Aprendemos a fazer HISTOGRAMAS, um dos assuntos do TEMA 2. A prova mensal (e a sub) abordou a construção e interpretação de tabelas e histogramas.
O assunto da prova trimestral foi NOTAÇÃO CIENTÍFICA, ESTIMATIVAS, ORDENS DE GRANDEZA, assuntos do TEMA 4. Vimos como devemos trabalhar com os resultados de uma medição, como avaliar quantidades e trabalhar com números com muitos algarismos.
Vamos ver mais algumas atividades sobre esses assuntos!
1. Assista este filmete do You Tube: http://br.youtube.com/watch?v=rL1oU6fH25w
Não precisa copiar o link: clique aí em cima que já está funcionando.
Bonito, não? Agora, responda:
a) o que é esse albedo, a que a música se refere?
b) o que representam todos esses números recitados pelo locutor?
c) agora, a mão na massa: tome alguns desses valores e transforme-os em unidades do Sistema Internacional (SI). Dê os resultados em notação científica, com apenas três algarismos significativos.
Para você não dizer que é muito difícil, vou fazer um aqui pra você:

Entendeu tudinho? Então ótimo. Já vou fazer a tabela para você preencher; as células da tabela correspondentes à conversão da orbital eccentricity, obliquity of the ecliptic e oblateness não têm conversão para o SI (depois eu explico o motivo), mas vocês precisam descobrir o que significam:


2. Ainda sobre os assuntos cobrados na prova trimestral, que tal responder à perguntinha que eu postei no nosso blog?
3. (Um teste) Boa parte da água utilizada nas mais diversas atividades humanas não retorna ao ambiente com qualidade para ser novamente consumida. O gráfico mostra alguns dados sobre esse fato, em termos dos setores de consumo.
Consumo e restituição de água no mundo(em bilhões de m³ / ano)

Fonte: Adaptado de MARGAT, Jean-François. A água ameaçada pelas atividades humanas. In WIKOWSKI, N. (Coord).
Ciência e tecnologia hoje. São Paulo: Ensaio, 1994.
Com base nesses dados, é possível afirmar que
(A) mais da metade da água usada não é devolvida ao ciclo hidrológico.
(B) as atividades industriais são as maiores poluidoras de água.
(C) mais da metade da água restituída sem qualidade para o consumo contém algum teor de agrotóxico ou adubo.
(D) cerca de um terço do total da água restituída sem qualidade é proveniente das atividades energéticas.
(E) o consumo doméstico, dentre as atividades humanas, é o que mais consome e repõe água com qualidade.
4. Na tabela abaixo estão relacionados a área da base, a altura e o volume de 4 tipos de caixas d’água produzidas pela empresa “Caixas d’água Dengão”:
(Dado: densidade da água = 10.000kg/m³)

Analise CUIDADOSAMENTE a tabela acima e responda, com base nas informações obtidas dessa análise :
a) Existe alguma relação de proporcionalidade entre as grandezas V, B e H? Se existir, formule uma equação que relacione as três grandezas e que satisfaça os valores da tabela acima.
b) A empresa em questão ainda produz um quinto tipo de caixa d’água. Qual o valor da área da base dessa caixa d’água (em m2), sabendo-se que seu volume é V = 10.000L e sua altura é H = 10m?
c) Quanto pesa a água da caixa de tipo 4, quando ela se encontra 75% cheia?
5. Considere o volume de uma gota como 5,0×10-²mL. A ordem de grandeza do número de gotas em um litro de água é:
a) 10³ b) 105 c) 10² d) 104 e) 106
6. A medida da espessura de uma folha de papel, realizada com um micrômetro, é de 0,0107 cm. O número de algarismos significativos dessa medida é igual a:
a) 2 b) 3 c) 4 d) 5
7. Um campista planeja uma viagem, no seu carro, para acampar em uma cidade situada a 660,0km de Florianópolis. Para tal, considera os seguintes fatos:

Conhecendo o problema do motorista campista, determine:
a) o tempo (em horas) que ele calculou gastar no percurso;
b) o horário de partida de Florianópolis, para chegar no seu destino às 17,0 h.
8. Último: faça o problema 59 da página 60. É necessário copiá-lo TODO aqui. Inclusive o gráfico!
Vamos rever
Nesse longo trimestre, passeamos por vários conceitos e aprendemos a utilizar ferramentas muito importantes na atividade científica.
Aprendemos a fazer HISTOGRAMAS, um dos assuntos do TEMA 2. A prova mensal (e a sub) abordou a construção e interpretação de tabelas e histogramas.
O assunto da prova trimestral foi NOTAÇÃO CIENTÍFICA, ESTIMATIVAS, ORDENS DE GRANDEZA, assuntos do TEMA 4. Vimos como devemos trabalhar com os resultados de uma medição, como avaliar quantidades e trabalhar com números com muitos algarismos.
Vamos ver mais algumas atividades sobre esses assuntos!
1. Assista este filmete do You Tube: http://br.youtube.com/watch?v=rL1oU6fH25w
Não precisa copiar o link: clique aí em cima que já está funcionando.
Bonito, não? Agora, responda:
a) o que é esse albedo, a que a música se refere?
b) o que representam todos esses números recitados pelo locutor?
c) agora, a mão na massa: tome alguns desses valores e transforme-os em unidades do Sistema Internacional (SI). Dê os resultados em notação científica, com apenas três algarismos significativos.
Para você não dizer que é muito difícil, vou fazer um aqui pra você:

Entendeu tudinho? Então ótimo. Já vou fazer a tabela para você preencher; as células da tabela correspondentes à conversão da orbital eccentricity, obliquity of the ecliptic e oblateness não têm conversão para o SI (depois eu explico o motivo), mas vocês precisam descobrir o que significam:


2. Ainda sobre os assuntos cobrados na prova trimestral, que tal responder à perguntinha que eu postei no nosso blog?
3. (Um teste) Boa parte da água utilizada nas mais diversas atividades humanas não retorna ao ambiente com qualidade para ser novamente consumida. O gráfico mostra alguns dados sobre esse fato, em termos dos setores de consumo.
Consumo e restituição de água no mundo(em bilhões de m³ / ano)

Fonte: Adaptado de MARGAT, Jean-François. A água ameaçada pelas atividades humanas. In WIKOWSKI, N. (Coord).
Ciência e tecnologia hoje. São Paulo: Ensaio, 1994.
Com base nesses dados, é possível afirmar que
(A) mais da metade da água usada não é devolvida ao ciclo hidrológico.
(B) as atividades industriais são as maiores poluidoras de água.
(C) mais da metade da água restituída sem qualidade para o consumo contém algum teor de agrotóxico ou adubo.
(D) cerca de um terço do total da água restituída sem qualidade é proveniente das atividades energéticas.
(E) o consumo doméstico, dentre as atividades humanas, é o que mais consome e repõe água com qualidade.
4. Na tabela abaixo estão relacionados a área da base, a altura e o volume de 4 tipos de caixas d’água produzidas pela empresa “Caixas d’água Dengão”:
(Dado: densidade da água = 10.000kg/m³)

Analise CUIDADOSAMENTE a tabela acima e responda, com base nas informações obtidas dessa análise :
a) Existe alguma relação de proporcionalidade entre as grandezas V, B e H? Se existir, formule uma equação que relacione as três grandezas e que satisfaça os valores da tabela acima.
b) A empresa em questão ainda produz um quinto tipo de caixa d’água. Qual o valor da área da base dessa caixa d’água (em m2), sabendo-se que seu volume é V = 10.000L e sua altura é H = 10m?
c) Quanto pesa a água da caixa de tipo 4, quando ela se encontra 75% cheia?
5. Considere o volume de uma gota como 5,0×10-²mL. A ordem de grandeza do número de gotas em um litro de água é:
a) 10³ b) 105 c) 10² d) 104 e) 106
6. A medida da espessura de uma folha de papel, realizada com um micrômetro, é de 0,0107 cm. O número de algarismos significativos dessa medida é igual a:
a) 2 b) 3 c) 4 d) 5
7. Um campista planeja uma viagem, no seu carro, para acampar em uma cidade situada a 660,0km de Florianópolis. Para tal, considera os seguintes fatos:

Conhecendo o problema do motorista campista, determine:
a) o tempo (em horas) que ele calculou gastar no percurso;
b) o horário de partida de Florianópolis, para chegar no seu destino às 17,0 h.
8. Último: faça o problema 59 da página 60. É necessário copiá-lo TODO aqui. Inclusive o gráfico!
sábado, 30 de agosto de 2008
América, este não é o momento para planos pequenos.
Trecho do discurso de Barak Obama na sua nomeação à candidatura da presidência dos USA. Você pode ver o discurso na íntegra, em
http://br.youtube.com/watch?v=cZ0gxF869NE
ou separar apenas este pedacinho, no mesmo filmete, entre 21:30 e 23:53
[ ... ] pelo bem de nossa economia, nossa segurança e o futuro de nosso planeta, vou definir uma meta clara como presidente: que, no prazo de dez anos, finalmente acabemos com nossa dependência do petróleo do Oriente Médio.
[ ... ]
É chegado o momento de pôr fim a essa dependência e de compreender que perfurar poços é uma medida paliativa e provisória, não uma solução de longo prazo. Nem sequer chega perto disso.
Como presidente, vou utilizar nossas reservas de gás natural, investir em tecnologia de carvão mineral limpo e encontrar maneiras de atrelar a energia nuclear com segurança. Vou ajudar nossas montadoras de automóveis a mudarem sua produção, de modo que os automóveis que fazem uso eficiente de combustível sejam produzidos aqui mesmo, nos Estados Unidos. Vou fazer com que seja mais fácil para o povo americano ter acesso a esses carros novos. E vou investir US$150 bilhões nos próximos dez anos em fontes de energia renováveis e de baixo custo _energia eólica, energia solar e a próxima geração de biocombustíveis[ ... ]
América, este não é o momento para planos pequenos.
http://br.youtube.com/watch?v=cZ0gxF869NE
ou separar apenas este pedacinho, no mesmo filmete, entre 21:30 e 23:53
[ ... ] pelo bem de nossa economia, nossa segurança e o futuro de nosso planeta, vou definir uma meta clara como presidente: que, no prazo de dez anos, finalmente acabemos com nossa dependência do petróleo do Oriente Médio.
[ ... ]
É chegado o momento de pôr fim a essa dependência e de compreender que perfurar poços é uma medida paliativa e provisória, não uma solução de longo prazo. Nem sequer chega perto disso.
Como presidente, vou utilizar nossas reservas de gás natural, investir em tecnologia de carvão mineral limpo e encontrar maneiras de atrelar a energia nuclear com segurança. Vou ajudar nossas montadoras de automóveis a mudarem sua produção, de modo que os automóveis que fazem uso eficiente de combustível sejam produzidos aqui mesmo, nos Estados Unidos. Vou fazer com que seja mais fácil para o povo americano ter acesso a esses carros novos. E vou investir US$150 bilhões nos próximos dez anos em fontes de energia renováveis e de baixo custo _energia eólica, energia solar e a próxima geração de biocombustíveis[ ... ]
América, este não é o momento para planos pequenos.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
O QUE É O PRÉ-SAL?
Quem primeiro postar uma definição decente, leva um pontinho.
O primeiro só. Eu decido se o post é bom.
Oferta válida até 13 set, ou até o felizardo levar o ponto.
O que acontecer primeiro.
O primeiro só. Eu decido se o post é bom.
Oferta válida até 13 set, ou até o felizardo levar o ponto.
O que acontecer primeiro.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Kakinho Big Dog
PARA QUEM NÃO VIU ...
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Como assim, exabytes?
Os computadores "entendem" impulsos elétricos, positivos ou negativos, que são representados por 1 e 0, respectivamente. A cada impulso elétrico, damos o nome de Bit (BInary digiT). Um conjunto de 8 bits reunidos como uma única unidade forma um Byte.O bit é uma unidade binária - ou seja, pode ter apenas dois valores, zero ou um - que serve de base para o armazenamento e processamento de informações em um computador. Tudo o que existe no seu computador ou na internet é formado por um número determinado de bits.
Os bytes representam todas as letras (maiúsculas e minúsculas), sinais de pontuação, acentos, sinais especiais e até sinais que não podemos ver, mas que servem para comandar o computador e que podem, inclusive, serem enviados pelo teclado ou por outro dispositivo de entrada de dados e instruções
A partir do bit, surgiu o byte, que nada mais é do que um conjunto de 8 bits. Existem diversos múltiplos dos bytes:
1 Byte = 8 bits
1 Kilobyte (ou KB) = 1024 bytes
1 Megabyte (ou MB) = 1024 kilobytes
1 Gigabyte (ou GB) = 1024 megabytes
1 Terabyte (ou TB) = 1024 gigabytes
1 Petabyte (ou PB) = 1024 terabytes
1 Exabyte (ou EB) = 1024 petabytes
1 Zettabyte (ou ZB) = 1024 exabytes
1 Yottabyte (ou YB) = 1024 zettabytes
Viu que estranho? Aqui, o prefixo KILO, MEGA, GIGA, não são potências de 10 .
Veja só: 1 quilômetro correspondem a 1000 metros, mas 1 quilobyte corresponde a 1024 bytes. Um dia eu conto o porquê. Agora é irrelevante :)
Veja a tabela, do tamanho médio estimado de mensagens enviadas ou recebidas :
Mensagem de texto, sem anexos, 10 KB
Mensagens MSN e scraps Orkut, 5 KB
Mensagem com texto anexado, 60 KB
Mensagem com imagem anexada ,500 KB
Mensagem com arquivo de som anexado 2 MB
Arquivo em formato MP3, 3 MB
Informações retiradas de http://www.infowester.com/bit.php
Os bytes representam todas as letras (maiúsculas e minúsculas), sinais de pontuação, acentos, sinais especiais e até sinais que não podemos ver, mas que servem para comandar o computador e que podem, inclusive, serem enviados pelo teclado ou por outro dispositivo de entrada de dados e instruções
A partir do bit, surgiu o byte, que nada mais é do que um conjunto de 8 bits. Existem diversos múltiplos dos bytes:
1 Byte = 8 bits
1 Kilobyte (ou KB) = 1024 bytes
1 Megabyte (ou MB) = 1024 kilobytes
1 Gigabyte (ou GB) = 1024 megabytes
1 Terabyte (ou TB) = 1024 gigabytes
1 Petabyte (ou PB) = 1024 terabytes
1 Exabyte (ou EB) = 1024 petabytes
1 Zettabyte (ou ZB) = 1024 exabytes
1 Yottabyte (ou YB) = 1024 zettabytes
Viu que estranho? Aqui, o prefixo KILO, MEGA, GIGA, não são potências de 10 .
Veja só: 1 quilômetro correspondem a 1000 metros, mas 1 quilobyte corresponde a 1024 bytes. Um dia eu conto o porquê. Agora é irrelevante :)
Veja a tabela, do tamanho médio estimado de mensagens enviadas ou recebidas :
Mensagem de texto, sem anexos, 10 KB
Mensagens MSN e scraps Orkut, 5 KB
Mensagem com texto anexado, 60 KB
Mensagem com imagem anexada ,500 KB
Mensagem com arquivo de som anexado 2 MB
Arquivo em formato MP3, 3 MB
Informações retiradas de http://www.infowester.com/bit.php
Geramos 161 exabytes de dados em 2006
Somando todas as informações geradas pelas pessoas no mundo todo chega-se a um total de 161 bilhões de gigabytes.
Esse valor equivale a aproximadamente 3 milhões de vezes a quantidade de informações contidas em todos os livros que já foram escritos até hoje. Ou, um total de doze pilhas de livros, cada uma como 93 milhões de milhas.
Dividindo essa quantidade de dados gerados em 2006 pela população mundial, seria possível dizer que cada um dos 6,6 bilhões de habitantes da terra gerou 24 gigabytes no ano passado.
Se esse valor lhe parece alto, saiba que ele continuará aumentando nos próximos anos. Em 2010 serão gerados 988 exabytes de dados. Isso significa que, a cada ano, o aumento do número de informações criadas crescerá 50% anualmente.
As doze pilhas de livros passarão a ser 75 em 2010. E 150 gigabytes de dados serão produzidos por cada um dos terrestres.
DE FOTOS A MENSAGENS INSTANTÂNEAS
Quais são os fatores que contribuem para esse espantoso aumento? A maioria das ações e dos equipamentos que usamos hoje em dia tem sua dose de contribuição.
Somente em fotografia digital foram geradas 150 bilhões de imagens no ano passado. Já o número de imagens capturadas por celulares foi de quase 100 bilhões. Segundo o IDC esse número chegará a 500 bilhões em 2010.
Já as caixas de e-mail espalhadas pelo mundo, que guardavam 253 milhões de mensagens em 1998, no final de 2006 armazenavam 1,6 bilhão de e-mails. Considerando somente os e-mails legítimos que foram mandados de uma pessoa para outra no ano passado, chega-se a um número de 6 exabytes.
Outro grande gerador de dados são os programas de mensagens instantâneas. Até 2010 existirão no mundo 250 milhões de contas em uso nesse tipo de programa. Haja HD!!
Retirado de
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032007/15032007-17.shl
Quer ver o monitoramento do tráfego de informações na internet em todos os continentes? Visite a página http://www.internettrafficreport.com/
Esse valor equivale a aproximadamente 3 milhões de vezes a quantidade de informações contidas em todos os livros que já foram escritos até hoje. Ou, um total de doze pilhas de livros, cada uma como 93 milhões de milhas.
Dividindo essa quantidade de dados gerados em 2006 pela população mundial, seria possível dizer que cada um dos 6,6 bilhões de habitantes da terra gerou 24 gigabytes no ano passado.
Se esse valor lhe parece alto, saiba que ele continuará aumentando nos próximos anos. Em 2010 serão gerados 988 exabytes de dados. Isso significa que, a cada ano, o aumento do número de informações criadas crescerá 50% anualmente.
As doze pilhas de livros passarão a ser 75 em 2010. E 150 gigabytes de dados serão produzidos por cada um dos terrestres.
DE FOTOS A MENSAGENS INSTANTÂNEAS
Quais são os fatores que contribuem para esse espantoso aumento? A maioria das ações e dos equipamentos que usamos hoje em dia tem sua dose de contribuição.
Somente em fotografia digital foram geradas 150 bilhões de imagens no ano passado. Já o número de imagens capturadas por celulares foi de quase 100 bilhões. Segundo o IDC esse número chegará a 500 bilhões em 2010.
Já as caixas de e-mail espalhadas pelo mundo, que guardavam 253 milhões de mensagens em 1998, no final de 2006 armazenavam 1,6 bilhão de e-mails. Considerando somente os e-mails legítimos que foram mandados de uma pessoa para outra no ano passado, chega-se a um número de 6 exabytes.
Outro grande gerador de dados são os programas de mensagens instantâneas. Até 2010 existirão no mundo 250 milhões de contas em uso nesse tipo de programa. Haja HD!!
Retirado de
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032007/15032007-17.shl
Quer ver o monitoramento do tráfego de informações na internet em todos os continentes? Visite a página http://www.internettrafficreport.com/
Marcadores:
estou pensando na prova trimestral ...
Gabarito da Mensal
Bem, como não houve jeito de fazermos a aula extra, resolvi colocar aqui alguns comentários`ao gabarito de algumas questões da prova mensal. Aguardem!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
AS DIMENSÕES DO METRO - A DETERMINAÇÃO DA DISTÂNCIA ENTRE DUNQUERQUE E BARCELONA
OLÁ!
Esta atividade é a complementação à leitura do texto AS DIMENSÕES DO METRO, que está na apostila do nosso curso. Portanto, sempre que necessário, reportem-se a ele.
Vamos reproduzir a experiência dos acadêmicos franceses do século 18, com os instrumentos que temos à mão hoje.
Utilizaremos um mapa da Europa onde aparecem as duas cidades. Mediremos a distância com um instrumento que simula uma "régua milimetrada" e, com a escala fornecida pelo mapa, a distância estará determinada!
O mapa que vocês deverão utilizar está no seguinte endereço:
http://www.europeonrail.com/pics/maps/France.gif
A seqüência de tarefas é a seguinte:
(1) Abram um documento Word; copiem esse mapa para esse documento.
(2) A imagem tem dimensões 721x653 pixels; quando colada no arquivo word, fica com dimensões 17 x 19 cm; verifiquem se é necessário configurar a página.
(3) Encontrem as cidades de Dunquerque e Barcelona, e façam um traço entre as cidades; usem para isso o menu AutoFormas que fica na lapela Desenho. Se houver muita dificuldade, vamos conversar e tirar dúvidas na sala de informática.
(4) Selecionem o traço: com o botão direito do mouse clicado, selecionem Formatar AutoForma ; na lapela Tamanho vocês descobrirão o comprimento do traço.
(5) Com o auxílio da legenda e escala, vocês descobrirão a distância entre as duas cidades! O cálculo deverá constar do arquivo.
(6) Agora, a parte final. Sabemos que essa distância corresponde a 9,5° do meridiano; observem que a distância e o ângulo entre as cidades são grandezas diretamente proporcionais, e calculem a distância correspondente a 90°; dividam o resultado por 10 milhões.
(7) Aí vocês têm o metro padrão. Vai ser surpreendente se vocês obtiverem 1,0 m exato. A que se devem as eventuais diferenças nesse valor?
(8) Salvem o documento Word segundo o padrão abaixo:
metro.(seu nome)2009.doc
Ex: metro.pedrohenrique2009.doc
(9) Não coloquem apelidos. Vou conferir a entrega pelo nome.
(10) O trabalho é individual. Não copiem os arquivos um do outro, porque é muito fácil saber em que máquina, local e data tais documentos foram gerados. Se houver cópia, todos os envolvidos terão zero na atividade.
(11) A data final para entrega da atividade é 10 de maio de 2009 às 16 horas!
Esta atividade é a complementação à leitura do texto AS DIMENSÕES DO METRO, que está na apostila do nosso curso. Portanto, sempre que necessário, reportem-se a ele.
Vamos reproduzir a experiência dos acadêmicos franceses do século 18, com os instrumentos que temos à mão hoje.
Utilizaremos um mapa da Europa onde aparecem as duas cidades. Mediremos a distância com um instrumento que simula uma "régua milimetrada" e, com a escala fornecida pelo mapa, a distância estará determinada!
O mapa que vocês deverão utilizar está no seguinte endereço:
http://www.europeonrail.com/pics/maps/France.gif
A seqüência de tarefas é a seguinte:
(1) Abram um documento Word; copiem esse mapa para esse documento.
(2) A imagem tem dimensões 721x653 pixels; quando colada no arquivo word, fica com dimensões 17 x 19 cm; verifiquem se é necessário configurar a página.
(3) Encontrem as cidades de Dunquerque e Barcelona, e façam um traço entre as cidades; usem para isso o menu AutoFormas que fica na lapela Desenho. Se houver muita dificuldade, vamos conversar e tirar dúvidas na sala de informática.
(4) Selecionem o traço: com o botão direito do mouse clicado, selecionem Formatar AutoForma ; na lapela Tamanho vocês descobrirão o comprimento do traço.
(5) Com o auxílio da legenda e escala, vocês descobrirão a distância entre as duas cidades! O cálculo deverá constar do arquivo.
(6) Agora, a parte final. Sabemos que essa distância corresponde a 9,5° do meridiano; observem que a distância e o ângulo entre as cidades são grandezas diretamente proporcionais, e calculem a distância correspondente a 90°; dividam o resultado por 10 milhões.
(7) Aí vocês têm o metro padrão. Vai ser surpreendente se vocês obtiverem 1,0 m exato. A que se devem as eventuais diferenças nesse valor?
(8) Salvem o documento Word segundo o padrão abaixo:
metro.(seu nome)2009.doc
Ex: metro.pedrohenrique2009.doc
(9) Não coloquem apelidos. Vou conferir a entrega pelo nome.
(10) O trabalho é individual. Não copiem os arquivos um do outro, porque é muito fácil saber em que máquina, local e data tais documentos foram gerados. Se houver cópia, todos os envolvidos terão zero na atividade.
(11) A data final para entrega da atividade é 10 de maio de 2009 às 16 horas!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Propagandas
Quem tiver tempo, dê uma olhada nestas propagandas:
Avon
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0029?data=2008/01
CCAA
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0036?data=2008/01
Uniplac
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0033/?data=2008/04
C4 Pallas
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/03/0036?data=2008/03
Avon
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0029?data=2008/01
CCAA
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0036?data=2008/01
Uniplac
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0033/?data=2008/04
C4 Pallas
http://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/03/0036?data=2008/03
segunda-feira, 31 de março de 2008
Sabe aquela régua?

Aquela que todos nós ganhamos no aniversário do Colégio?
Pois é, meu caro. Há uma questão da avaliação mensal especialmente dedicada a esse instrumento. Não se esqueçam: a medição de um objeto precisa ser dada com o número de algarismos que o instrumento oferece. A nossa regüinha mede até 20 cm, com divisões de milímetro em milímetro. Se a precisão de qualquer instrumento pode ser avaliada como a metade da menor divisão, então a sua régua mede comprimentos com precisão de 0,5 mm, ou 0,05 cm.
Sacou? Qualquer medida feita com essa régua precisa ser dada com duas casas depois da vírgula.
Que bom que você veio ler isto aqui, hein?
Pois é, meu caro. Há uma questão da avaliação mensal especialmente dedicada a esse instrumento. Não se esqueçam: a medição de um objeto precisa ser dada com o número de algarismos que o instrumento oferece. A nossa regüinha mede até 20 cm, com divisões de milímetro em milímetro. Se a precisão de qualquer instrumento pode ser avaliada como a metade da menor divisão, então a sua régua mede comprimentos com precisão de 0,5 mm, ou 0,05 cm.
Sacou? Qualquer medida feita com essa régua precisa ser dada com duas casas depois da vírgula.
Que bom que você veio ler isto aqui, hein?
Balanças

Vamos retomar as informações a respeito do funcionamento de balanças de um prato, como as que usamos aqui no Colégio.
Como já falamos, a balança funciona de modo muito parecido com as gangorras de parques infantis e dos móbiles decorativos. A condição de equiilíbrio fica determinada a partir da posição dos pesos nos braços da balança: nem os pesos e nem as distâncias dos apoios aos pontos de carregamento precisam ser iguais.
Para seu perfeito funcionamento, é preciso inicialmente travar, zerar e nivelar, NESSA ORDEM.
Cada balança precisa trabalhar com seu próprio prato: cada uma foi calibrada com seu prato específico.
Você só pode carregar o prato com o objeto que deseja pesar fazendo, inicialmente, uma avaliação ou estimativa de quanto pesa esse objeto. Aliás, qual é a massa máxima que a sua balança está apta a pesar? Isso você também precisa saber: não dá para pesar um objeto de 1 kg em uma balança que pesa no máximo 100g.
Feita a estimativa, caregue o braço da balança com o valor de sua estimativa. O objetivo desse procedimento é evitar grandes solavancos no aparelho.
Uma dica: faça a estimativa com valores da maior ordem de medidas da balança. Exemplo: os nossos aparelhos apresentam dois ou três braços, portando pesos deslizantes, em geral da ordem de centenas de grama, dezenas de grama e gramas. Não perca tempo tentando adivinhar a massa exata, mas apenas entre quais valores da maior ordem a massa do seu objeto pode estar(neste caso, centenas de grama).
Se você acha que o objeto pesa 250g, tudo bem, coloque 300g. Com a balança ainda travada, coloque delicadamente o objeto no prato. Observe o movimento do conjunto: se o prato subir, é sinal de que você avaliou a massa do objeto para mais, e assim, coloque menos de 300g no braço; se o prato descer, você avaliou para menos,e portanto deve colocar mais de 300g no braço.
Atente para o fato de que, só depois de decidir qual é a massa do objeto em centenas de gramas, voc~e deveria passar para o braço das dezenas de grama, e depois dos gramas. Faça isso até que o fiel da balança não se movimente mais, estabelecendo assim o momento do equilíbrio e o momento de se fazer a leitura da massa.
Vocês podem obter mais informações a respeito de balanças e seu funcionamento aqui:
http://br.geocities.com/saladefisica7/funciona/balanca.htm
Em tempo: as massas dos bloquinhos deverão ser criteriosamente medidas, pois farão parte de um a eustão da avaliação trimestral. Não se esqueçam de eu tenho os valores dessas massas. Dos alunos que fizeram as medidas de massas, apenas dois (DOIS)alunos não fizeram muito feio nas medidas.
Quem avisa amigo é.
Como já falamos, a balança funciona de modo muito parecido com as gangorras de parques infantis e dos móbiles decorativos. A condição de equiilíbrio fica determinada a partir da posição dos pesos nos braços da balança: nem os pesos e nem as distâncias dos apoios aos pontos de carregamento precisam ser iguais.
Para seu perfeito funcionamento, é preciso inicialmente travar, zerar e nivelar, NESSA ORDEM.
Cada balança precisa trabalhar com seu próprio prato: cada uma foi calibrada com seu prato específico.
Você só pode carregar o prato com o objeto que deseja pesar fazendo, inicialmente, uma avaliação ou estimativa de quanto pesa esse objeto. Aliás, qual é a massa máxima que a sua balança está apta a pesar? Isso você também precisa saber: não dá para pesar um objeto de 1 kg em uma balança que pesa no máximo 100g.
Feita a estimativa, caregue o braço da balança com o valor de sua estimativa. O objetivo desse procedimento é evitar grandes solavancos no aparelho.
Uma dica: faça a estimativa com valores da maior ordem de medidas da balança. Exemplo: os nossos aparelhos apresentam dois ou três braços, portando pesos deslizantes, em geral da ordem de centenas de grama, dezenas de grama e gramas. Não perca tempo tentando adivinhar a massa exata, mas apenas entre quais valores da maior ordem a massa do seu objeto pode estar(neste caso, centenas de grama).
Se você acha que o objeto pesa 250g, tudo bem, coloque 300g. Com a balança ainda travada, coloque delicadamente o objeto no prato. Observe o movimento do conjunto: se o prato subir, é sinal de que você avaliou a massa do objeto para mais, e assim, coloque menos de 300g no braço; se o prato descer, você avaliou para menos,e portanto deve colocar mais de 300g no braço.
Atente para o fato de que, só depois de decidir qual é a massa do objeto em centenas de gramas, voc~e deveria passar para o braço das dezenas de grama, e depois dos gramas. Faça isso até que o fiel da balança não se movimente mais, estabelecendo assim o momento do equilíbrio e o momento de se fazer a leitura da massa.
Vocês podem obter mais informações a respeito de balanças e seu funcionamento aqui:
http://br.geocities.com/saladefisica7/funciona/balanca.htm
Em tempo: as massas dos bloquinhos deverão ser criteriosamente medidas, pois farão parte de um a eustão da avaliação trimestral. Não se esqueçam de eu tenho os valores dessas massas. Dos alunos que fizeram as medidas de massas, apenas dois (DOIS)alunos não fizeram muito feio nas medidas.
Quem avisa amigo é.
sexta-feira, 28 de março de 2008
TEMA 1 - MEDINDO E ORGANIZANDO
Nessa atividade, você vai usar três dispositivos muito comuns na prática científica: a organização de dados em tabelas, o cálculo da média sobre um conjunto de valores e o arredondamento de um resultado numérico.
A HORA DO TRABALHO
1. As idades dos participantes de um time de volleyball são: 18, 17, 16, 18 e 15. Encontre a média aritmética das idades do time e expresse o resultado, com:
* uma casa decimal: ______________
* nenhuma casa decimal: __________
* duas casas decimais: ____________
2. Faça as operações pedidas, com o número de casas correspondentes:
a) com 3 casas decimais
Valores médios são mais significativos que as contagens individuais: características particulares (valores muito altos, muito baixos, etc) são diluídas!b) 19,3² com 3 casas decimais
c) 19,3² com 1 casa decimal
A HORA DO TRABALHO
1. As idades dos participantes de um time de volleyball são: 18, 17, 16, 18 e 15. Encontre a média aritmética das idades do time e expresse o resultado, com:
* uma casa decimal: ______________
* nenhuma casa decimal: __________
* duas casas decimais: ____________
2. Faça as operações pedidas, com o número de casas correspondentes:
a) com 3 casas decimais
Valores médios são mais significativos que as contagens individuais: características particulares (valores muito altos, muito baixos, etc) são diluídas!b) 19,3² com 3 casas decimais
c) 19,3² com 1 casa decimal
TEXTO 4 DA APOSTILA - MARAVILHAS DO TRANSPORTE MODERNO
A bitola padrão (distância entre os trilhos) das estradas de ferro americanas é de 4 pés e 8 1/2 polegadas. É um número bem esquisito.
E por que esta bitola é usada? Porque é esta a bitola usada na Inglaterra, e as ferrovias americanas foram construídas por ingleses.
Mas por que os ingleses usam esta bitola? Porque as primeiras linhas foram construídas pelos engenheiros que construíram os primeiros bondes, e foi essa a bitola usada.
Mas então por que era essa a bitola? Porque o pessoal que construiu os bondes usava os gabaritos e ferramentas para fazer as diligências, que usavam esta bitola.
Tá! Mas por que as diligências usavam esta bitola? Porque se usassem qualquer outra bitola as rodas quebrariam nos sulcos das estradas inglesas, que têm seus sulcos muito uniformemente cavados.
Mas por que as estradas inglesas têm sulcos tão uniformes? Porque as estradas inglesas, como a maioria das velhas estradas européias, foram construídas pelos romanos para a movimentação de suas tropas. E as carroças e as bigas usavam a mesma bitola para não quebrarem nos sulcos das estradas.
Então chegamos à resposta da pergunta original. A bitola padrão das ferrovias americanas é de 4 pés e 8 1/2 polegadas porque deriva das especificações originais das carroças militares do exército romano. Que foram determinadas para que pudessem permitir a passagem de duas bundas de cavalo lado a lado.
Veja uma extensão interessante deste texto:
Quando você vê o Space Shuttle em sua base de lançamento, sempre há dois foguetes propulsores auxiliares presos a ele perto dos tanques de combustível, chamados de SRB (Solid Rocket Booster). Os SRBs são feitos pela Thiokol numa fábrica em Utah. Os engenheiros que os projetaram queriam fazê-los um pouco mais gordos, mas eles deviam ser enviados de trem até Cabo Canaveral. Como existem túneis no caminho, e estes túneis foram construídos para comportarem um trem, cuja largura tem, é claro, aproximadamente a de duas bundas de cavalo. Portanto, o desenvolvimento de um dos maiores projetos de transporte da humanidade foi originalmente determinado pela largura de duas bundas de cavalo romanos.
J. Julio Jr. jjulio@netwave.com.br
(esse texto está amplamente edisseminado pela internet.
Eu cito a fonte de onde o obtive, bem na virada do século).
E por que esta bitola é usada? Porque é esta a bitola usada na Inglaterra, e as ferrovias americanas foram construídas por ingleses.
Mas por que os ingleses usam esta bitola? Porque as primeiras linhas foram construídas pelos engenheiros que construíram os primeiros bondes, e foi essa a bitola usada.
Mas então por que era essa a bitola? Porque o pessoal que construiu os bondes usava os gabaritos e ferramentas para fazer as diligências, que usavam esta bitola.
Tá! Mas por que as diligências usavam esta bitola? Porque se usassem qualquer outra bitola as rodas quebrariam nos sulcos das estradas inglesas, que têm seus sulcos muito uniformemente cavados.
Mas por que as estradas inglesas têm sulcos tão uniformes? Porque as estradas inglesas, como a maioria das velhas estradas européias, foram construídas pelos romanos para a movimentação de suas tropas. E as carroças e as bigas usavam a mesma bitola para não quebrarem nos sulcos das estradas.
Então chegamos à resposta da pergunta original. A bitola padrão das ferrovias americanas é de 4 pés e 8 1/2 polegadas porque deriva das especificações originais das carroças militares do exército romano. Que foram determinadas para que pudessem permitir a passagem de duas bundas de cavalo lado a lado.
Veja uma extensão interessante deste texto:
Quando você vê o Space Shuttle em sua base de lançamento, sempre há dois foguetes propulsores auxiliares presos a ele perto dos tanques de combustível, chamados de SRB (Solid Rocket Booster). Os SRBs são feitos pela Thiokol numa fábrica em Utah. Os engenheiros que os projetaram queriam fazê-los um pouco mais gordos, mas eles deviam ser enviados de trem até Cabo Canaveral. Como existem túneis no caminho, e estes túneis foram construídos para comportarem um trem, cuja largura tem, é claro, aproximadamente a de duas bundas de cavalo. Portanto, o desenvolvimento de um dos maiores projetos de transporte da humanidade foi originalmente determinado pela largura de duas bundas de cavalo romanos.
J. Julio Jr. jjulio@netwave.com.br
(esse texto está amplamente edisseminado pela internet.
Eu cito a fonte de onde o obtive, bem na virada do século).
TEXTO 3 DA APOSTILA - EMBRIAGUEZ COM NÚMEROS
Ninguém é considerado cidadão, hoje em dia, e muito menos um intelectual, se não
souber qual é o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a circunferência da Terra no Equador, a área da floresta amazônica no Brasil ou quantas patas tem uma aranha.
Vivemos numa época que transformou os números e as cifras em fetiches, a ponto de qualquer relatório com um refogado de dados do Censo de 2000 virar notícia, como logo percebeu o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, parece haver cada vez menos capacidade de conhecê-los e manejá-los com propriedade. É um terreno fértil para a manipulação e também para o erro. Quantas vezes já ouvimos notícias que confundem bilhão com milhão?
Números são fascinantes em si mesmos. É isso que justifica a grande popularidade da seção "Matters of Scale" (Questão de Escala) da revista "Worldwatch" (http://www.worldwatch.org/).
Você sabia, por exemplo, que em 1758 estimava-se que havia no mundo cerca de 20 mil espécies vivas, entre vegetais e animais? Hoje já se conhecem, entre plantas, bichos e micróbios, cerca de 1,5 milhão, mas as estimativas apontam para o esbugalhante intervalo de 4 milhões a 100 milhões. É uma maneira sofisticada de dizer que ninguém faz a menor idéia!
Todos os seres humanos sobre a Terra, juntos, pesam alguma coisa da ordem de 250 milhões de toneladas. É uma espécie de peso, pode-se dizer, mas menos pela biomassa, propriamente dita, do que pelos efeitos de sua presença sobre o planeta. Afinal, trata-se de um peso-pena. Só o rascunho de camarão da Antártida conhecido como krill pesa o dobro, coletivamente. E as cianobactérias, que flutuam nos oceanos sem ninguém ver, ganham de lavada: 44 bilhões de toneladas. Bilhões.
Um corpo humano é composto por uma coleção de cerca de 100 trilhões de células. Agora, duro de engolir são quantas bactérias se hospedam em cada organismo da nossa espécie, no meu e no seu corpo, a começar pelos intestinos: 1 quatrilhão. É demais, não?
...................................................................................................................
Em tempo, para o caso de o leitor ter ficado com a pulga atrás da orelha: o PIB brasileiro em 2004 foi de R$ 1,8 trilhão (o equivalente a meio carro popular por cabeça), na linha do Equador a Terra tem uma circunferência de aproximadamente 40 mil km (dez vezes a largura máxima do Brasil), a floresta amazônica se estende por cerca de 4 milhões de km² (metade do território nacional) e toda aranha tem oito patas (e não seis, como os insetos).
FOLHA DE S. PAULO, 21.ago.2005, CADERNO MAIS
Marcelo Leite doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, autor do livro
"O DNA" (Publifolha) e responsável pelo blog Ciência em Dia (cienciaemdia.zip.net)
texto adaptado
souber qual é o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a circunferência da Terra no Equador, a área da floresta amazônica no Brasil ou quantas patas tem uma aranha.
Vivemos numa época que transformou os números e as cifras em fetiches, a ponto de qualquer relatório com um refogado de dados do Censo de 2000 virar notícia, como logo percebeu o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, parece haver cada vez menos capacidade de conhecê-los e manejá-los com propriedade. É um terreno fértil para a manipulação e também para o erro. Quantas vezes já ouvimos notícias que confundem bilhão com milhão?
Números são fascinantes em si mesmos. É isso que justifica a grande popularidade da seção "Matters of Scale" (Questão de Escala) da revista "Worldwatch" (http://www.worldwatch.org/).
Você sabia, por exemplo, que em 1758 estimava-se que havia no mundo cerca de 20 mil espécies vivas, entre vegetais e animais? Hoje já se conhecem, entre plantas, bichos e micróbios, cerca de 1,5 milhão, mas as estimativas apontam para o esbugalhante intervalo de 4 milhões a 100 milhões. É uma maneira sofisticada de dizer que ninguém faz a menor idéia!
Todos os seres humanos sobre a Terra, juntos, pesam alguma coisa da ordem de 250 milhões de toneladas. É uma espécie de peso, pode-se dizer, mas menos pela biomassa, propriamente dita, do que pelos efeitos de sua presença sobre o planeta. Afinal, trata-se de um peso-pena. Só o rascunho de camarão da Antártida conhecido como krill pesa o dobro, coletivamente. E as cianobactérias, que flutuam nos oceanos sem ninguém ver, ganham de lavada: 44 bilhões de toneladas. Bilhões.
Um corpo humano é composto por uma coleção de cerca de 100 trilhões de células. Agora, duro de engolir são quantas bactérias se hospedam em cada organismo da nossa espécie, no meu e no seu corpo, a começar pelos intestinos: 1 quatrilhão. É demais, não?
...................................................................................................................
Em tempo, para o caso de o leitor ter ficado com a pulga atrás da orelha: o PIB brasileiro em 2004 foi de R$ 1,8 trilhão (o equivalente a meio carro popular por cabeça), na linha do Equador a Terra tem uma circunferência de aproximadamente 40 mil km (dez vezes a largura máxima do Brasil), a floresta amazônica se estende por cerca de 4 milhões de km² (metade do território nacional) e toda aranha tem oito patas (e não seis, como os insetos).
FOLHA DE S. PAULO, 21.ago.2005, CADERNO MAIS
Marcelo Leite doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, autor do livro
"O DNA" (Publifolha) e responsável pelo blog Ciência em Dia (cienciaemdia.zip.net)
texto adaptado
TEXTO 2 DA APOSTILA - CIÊNCIA E HOLLYWOOD
Infelizmente é verdade: explosões não fazem barulho algum no espaço. Não me lembro de um só filme que tenha retratado isso direito. (Pode ser que existam alguns, mas se existirem não fizeram muito sucesso.) Sempre vemos explosões gigantescas, estrondos fantásticos. Para existir ruído é necessário um meio material que transporte as perturbações que chamamos de ondas sonoras. Na ausência de atmosfera, ou água, ou outro meio, as perturbações não têm onde se propagar. Para um produtor de cinema, a questão não passa pela ciência. Pelo menos, não como prioridade. Seu interesse é tornar o filme emocionante, e explosões têm exatamente este papel: roubar o som de uma grande espaçonave explodindo torna a cena bem sem graça.
Recentemente, o debate sobre as liberdades científicas tomadas pelo cinema tem aquecido. O filme “O Dia Depois de Amanhã” e seu cenário de uma Idade do Gelo ocorrendo em uma semana em vez de décadas ou, melhor ainda, centenas de anos, levantaram as sobrancelhas de cientistas mais rígidos, que vêem as distorções com desdém, e esbugalharam os olhos dos espectadores que pouco ligam se a ciência está certa ou errada. Afinal, cinema é diversão.
Tudo começou em 1902, quando o francês Georges Méliès dirigiu o curta “Uma Viagem à Lua”. No filme, seis aventureiros chegam até a Lua em uma cápsula disparada por um canhão. Após sua chegada, os tripulantes são raptados por habitantes lunares com intenções nada amistosas. Os heróis escapam, empurram a espaçonave da beira da Lua de modo que ela caia sobre a Terra, bem sobre o oceano Atlântico. Tudo no filme está errado, claro. A aceleração de um tiro de canhão potente o suficiente para levar pessoas até a Lua as mataria quase que imediatamente. Cair da Lua é impossível. Desconto a questão dos habitantes lunares, pois na época isso não era sabido. Esse filme, o primeiro de uma nobre linhagem indo até “O Dia Depois De Amanhã”, exagera, inventa ciência para criar um enredo emocionante. A questão então é o que devem fazer os cientistas a respeito, se é que devem fazer algo. Cabe a eles tentar "consertar" a ciência dos filmes, escrevendo cartas e artigos sobre o assunto? Será que faz sentido criticar a indústria cinematográfica pelos erros crassos?
Até recentemente, eu defendia uma posição mais rígida, que filmes devem tentar ao máximo ser fiéis à ciência que retratam. Claro, isso sempre é bom. Mas não acredito mais que seja absolutamente necessário. Existe uma diferença crucial entre um filme comercial e um documentário científico. Documentários devem retratar fielmente a ciência, educando e divertindo a população. Filmes não têm um compromisso pedagógico. As pessoas não vão ao cinema para serem educadas, ao menos como via de regra. Claro, filmes históricos ou mesmo aqueles fiéis à ciência têm enorme valor cultural. Outros educam as emoções por meio da ficção. Mas se existirem exageros, eles não devem ser criticados como tal. Fantasmas não existem, mas filmes de terror, sim. Pode-se argumentar que, no caso de filmes que versam sobre temas científicos, as pessoas vão ao cinema esperando uma ciência crível. Isso pode ser verdade, mas elas não deveriam basear suas conclusões no que diz o filme. No mínimo, cinema pode servir como mecanismo de alerta para questões científicas importantes: o aquecimento global, a inteligência artificial, a engenharia genética, as guerras nucleares, os riscos espaciais como cometas ou asteróides. Mas o conteúdo não deve ser levado ao pé da letra. A arte distorce para persuadir. E o cinema, com efeitos especiais espetaculares, distorce com enorme facilidade e poder de persuasão.
O que os cientistas podem fazer, e isso está virando moda nas universidades americanas, é usar filmes para educar seus alunos sobre o que é cientificamente correto e o que é absurdo. Ou seja, usar o cinema como ferramenta pedagógica. Os alunos certamente prestarão muito mais atenção e será possível educar a população para que, no futuro, um número cada vez maior de pessoas possa discernir o real do imaginário.
FOLHA DE S. PAULO, 31OUT2004, CADERNO MAIS
Marcelo Gleiser - professor de Física Teórica do Dartmouth College, em Hanover
Recentemente, o debate sobre as liberdades científicas tomadas pelo cinema tem aquecido. O filme “O Dia Depois de Amanhã” e seu cenário de uma Idade do Gelo ocorrendo em uma semana em vez de décadas ou, melhor ainda, centenas de anos, levantaram as sobrancelhas de cientistas mais rígidos, que vêem as distorções com desdém, e esbugalharam os olhos dos espectadores que pouco ligam se a ciência está certa ou errada. Afinal, cinema é diversão.
Tudo começou em 1902, quando o francês Georges Méliès dirigiu o curta “Uma Viagem à Lua”. No filme, seis aventureiros chegam até a Lua em uma cápsula disparada por um canhão. Após sua chegada, os tripulantes são raptados por habitantes lunares com intenções nada amistosas. Os heróis escapam, empurram a espaçonave da beira da Lua de modo que ela caia sobre a Terra, bem sobre o oceano Atlântico. Tudo no filme está errado, claro. A aceleração de um tiro de canhão potente o suficiente para levar pessoas até a Lua as mataria quase que imediatamente. Cair da Lua é impossível. Desconto a questão dos habitantes lunares, pois na época isso não era sabido. Esse filme, o primeiro de uma nobre linhagem indo até “O Dia Depois De Amanhã”, exagera, inventa ciência para criar um enredo emocionante. A questão então é o que devem fazer os cientistas a respeito, se é que devem fazer algo. Cabe a eles tentar "consertar" a ciência dos filmes, escrevendo cartas e artigos sobre o assunto? Será que faz sentido criticar a indústria cinematográfica pelos erros crassos?
Até recentemente, eu defendia uma posição mais rígida, que filmes devem tentar ao máximo ser fiéis à ciência que retratam. Claro, isso sempre é bom. Mas não acredito mais que seja absolutamente necessário. Existe uma diferença crucial entre um filme comercial e um documentário científico. Documentários devem retratar fielmente a ciência, educando e divertindo a população. Filmes não têm um compromisso pedagógico. As pessoas não vão ao cinema para serem educadas, ao menos como via de regra. Claro, filmes históricos ou mesmo aqueles fiéis à ciência têm enorme valor cultural. Outros educam as emoções por meio da ficção. Mas se existirem exageros, eles não devem ser criticados como tal. Fantasmas não existem, mas filmes de terror, sim. Pode-se argumentar que, no caso de filmes que versam sobre temas científicos, as pessoas vão ao cinema esperando uma ciência crível. Isso pode ser verdade, mas elas não deveriam basear suas conclusões no que diz o filme. No mínimo, cinema pode servir como mecanismo de alerta para questões científicas importantes: o aquecimento global, a inteligência artificial, a engenharia genética, as guerras nucleares, os riscos espaciais como cometas ou asteróides. Mas o conteúdo não deve ser levado ao pé da letra. A arte distorce para persuadir. E o cinema, com efeitos especiais espetaculares, distorce com enorme facilidade e poder de persuasão.
O que os cientistas podem fazer, e isso está virando moda nas universidades americanas, é usar filmes para educar seus alunos sobre o que é cientificamente correto e o que é absurdo. Ou seja, usar o cinema como ferramenta pedagógica. Os alunos certamente prestarão muito mais atenção e será possível educar a população para que, no futuro, um número cada vez maior de pessoas possa discernir o real do imaginário.
FOLHA DE S. PAULO, 31OUT2004, CADERNO MAIS
Marcelo Gleiser - professor de Física Teórica do Dartmouth College, em Hanover
TEXTO 1 DA APOSTILA - UMA INTRODUÇÃO
Você já parou para pensar sobre a importância da ciência no seu dia-a-dia? Não falta ocasião para refletir sobre o assunto. Você faz coisas tão comuns e rotineiras como ligar a iluminação, lavar suas mãos, aquecer sua refeição ou ligar a televisão que nem se dá conta de como vieram a fazer parte da sua vida. Tudo é tão comum e fácil, tudo faz parte da vida das pessoas há tanto tempo que você nem pensa no que está fazendo, que você nem se interroga sobre “como” e “por quê” é possível fazer tudo isso.
E na televisão? Programas divulgam as mais recentes descobertas científicas, tratando sobre o Universo, o corpo humano e tudo o que existe no nosso planeta. Informam sobre fenômenos naturais espetaculares como os tsunamis, ou as mais recentes fotos de Saturno enviadas pela sonda Cassini, tão distante de nós.
Nas propagandas também há um lugar para falar de ciência. Falam: este produto foi testado cientificamente. O produto pode ser um sabão em pó, uma pasta de dentes ou qualquer outro. Parece que é importante dar um valor científico ao produto, tornando-o mais confiável.
Mas... como a ciência é produzida? Quando a ciência começou a existir? Como conhecer os fenômenos naturais em nosso cotidiano? A opinião científica é sempre a mesma? O que caracteriza o conhecimento científico?
Desde o momento em que acordamos até a hora de dormir, observamos fenômenos naturais, como o cair da chuva ou o desabrochar de uma flor. Outros fenômenos ocorrem devido à atividade humana, como a iluminação elétrica ou o desmoronamento de uma estrada. O não entendimento de muitos desses fenômenos, além de levar a conclusões superficiais, e muitas vezes supersticiosas, podem causar prejuízos de diversas grandezas. Lavar os alimentos sem cuidado porque não vemos os micróbios a olho nu pode nos contaminar e contaminar nossa família, inclusive crianças pequenas. “Enxergar” os microorganismos e tantos outros eventos com os olhos do conhecimento científico é uma atitude necessária a cada um de nós, e à coletividade.
Algumas vezes atitudes individuais, como no caso da higiene pessoal e dos alimentos, são suficientes para afastar problemas e dificuldades no nosso cotidiano, outras vezes não. A poluição do ar, a escassez de água e epidemias são exemplos de problemas que exigem ações coletivas para sua solução.
Mas para que os conhecimentos sejam compreendidos é necessário mais do que ler com atenção os textos que ensinam Ciências. É necessário aprender a retirar dos textos as informações que realmente nos interessam; sermos ousados para fazer perguntas sobre fatos que passam muitas vezes desapercebidos; pesquisar aquilo que realmente nos intriga; saber fazer um experimento com cuidado e de modo que nos ensine alguma coisa.
É comum encontrar mapas, tabelas, gráficos em livros, revistas e jornais, até mesmo em noticiário da televisão. O que podemos aprender com eles? Como compreender o fenômeno da seca olhando um mapa? Como compreender a necessidade de economizar água olhando um gráfico?
Pensar sobre coisas que sabemos que acontecem sempre, mas que não sabemos ao certo o motivo de acontecerem, pode ser um importante ponto de partida. O despertador que não toca, o leite que azeda, a comida que estraga fora da geladeira, ou o pão que precisa “descansar” para crescer, não acontecem por um único motivo apenas; o desafio é descobrir as variáveis envolvidas nesses eventos, pois eles dependem de várias condições (o calor, o ajuste de botões, a energia elétrica e a atividade de microorganismos, entre outros).
O conhecimento científico nos permite, muitas vezes, entender situações inusitadas como a volta de doenças e epidemias antes controladas e estabelecer a responsabilidade de todos os envolvidos, inclusive eu e você. Assim, podemos responder a interrogações como: por que a dengue está de volta? Como pode uma doença que estava praticamente desaparecida, voltar com tal força? Como se defender contra essa situação?
O estudo das Ciências Naturais adquire mais sentido quando ajuda a sua vida hoje, agora. A idéia é buscar sempre explicar fatos e fenômenos que observamos cotidianamente. Pense nisso enquanto estiver estudando e conversando com pessoas.
Todo o conforto e facilidades da nossa vida cotidiana parecem tão naturais que só nos espantamos e nos preocupamos quando parte dessas coisas “tão naturais” nos falta repentinamente. Ficamos irritados com a falta dessas coisas com as quais estamos habituados desde a infância: apertar um botão e as luzes não se acenderem por falta de energia elétrica, abrir uma torneira e a água não jorrar, ligar o fogão e não ver nascer aquela chama quase invisível, sem cheiro e sem fumaça: isso causa perturbação, isso parece – e às vezes até pode ser - um desastre.
O fato de, quase sempre sem aviso, essas “coisas naturais” nos faltarem em algumas ocasiões - o fato de “não estarem lá” quando precisamos delas – é uma indicação muito clara de que essas coisas pouco têm de “natural”.
Na verdade, antes de serem inventadas, elas não existiam.
Ora, se é assim, se a maior parte daquilo que é a nossa vida cotidiana, nem sempre “esteve aí”,você pode perguntar: como é que surgiram, com base em que foram criadas? Se o mundo no qual os homens vivem é hoje diferente daquele no qual viveram os homens de outras épocas, como e por que isso ocorreu?
O caminho para responder a essas questões passa pelo conhecimento da História. É por meio dela que podemos compreender a evolução da Humanidade e conhecer os meios e os instrumentos do desenvolvimento das sociedades. É através da História que percebemos que as ciências e o conhecimento científico são uma realização humana, uma obra que modificou para sempre a nossa evolução. E ambas se realimentam : a Ciência tem um papel muito importante na direção e no ritmo da História, da mesma forma que a evolução da Ciência é influenciada e mesmo determinada pela história do desenvolvimento das sociedades, ou seja, da política, da economia e da cultura.
“Ciência” é uma palavra em alta nas sociedades ocidentais. Uma lavagem de tapete, um corte de cabelo, um mapa astral ganham outro estatuto quando se afirma que são científicos. Dessa forma, conhecer como produzimos os conhecimentos e como esses conhecimentos são transformados em produtos, em objetos, em instrumentos é muito importante para a compreensão da sociedade contemporânea. Saber como a Ciência opera é muito importante para entender a função desse instrumento capaz de contribuir para a melhoria das condições de vida da Humanidade e também para julgar bons e maus usos que nossa sociedade faz da Ciência e do conhecimento científico.
Ciências da natureza e suas tecnologias, ENCCEJA, 2002.
E na televisão? Programas divulgam as mais recentes descobertas científicas, tratando sobre o Universo, o corpo humano e tudo o que existe no nosso planeta. Informam sobre fenômenos naturais espetaculares como os tsunamis, ou as mais recentes fotos de Saturno enviadas pela sonda Cassini, tão distante de nós.
Nas propagandas também há um lugar para falar de ciência. Falam: este produto foi testado cientificamente. O produto pode ser um sabão em pó, uma pasta de dentes ou qualquer outro. Parece que é importante dar um valor científico ao produto, tornando-o mais confiável.
Mas... como a ciência é produzida? Quando a ciência começou a existir? Como conhecer os fenômenos naturais em nosso cotidiano? A opinião científica é sempre a mesma? O que caracteriza o conhecimento científico?
Desde o momento em que acordamos até a hora de dormir, observamos fenômenos naturais, como o cair da chuva ou o desabrochar de uma flor. Outros fenômenos ocorrem devido à atividade humana, como a iluminação elétrica ou o desmoronamento de uma estrada. O não entendimento de muitos desses fenômenos, além de levar a conclusões superficiais, e muitas vezes supersticiosas, podem causar prejuízos de diversas grandezas. Lavar os alimentos sem cuidado porque não vemos os micróbios a olho nu pode nos contaminar e contaminar nossa família, inclusive crianças pequenas. “Enxergar” os microorganismos e tantos outros eventos com os olhos do conhecimento científico é uma atitude necessária a cada um de nós, e à coletividade.
Algumas vezes atitudes individuais, como no caso da higiene pessoal e dos alimentos, são suficientes para afastar problemas e dificuldades no nosso cotidiano, outras vezes não. A poluição do ar, a escassez de água e epidemias são exemplos de problemas que exigem ações coletivas para sua solução.
Mas para que os conhecimentos sejam compreendidos é necessário mais do que ler com atenção os textos que ensinam Ciências. É necessário aprender a retirar dos textos as informações que realmente nos interessam; sermos ousados para fazer perguntas sobre fatos que passam muitas vezes desapercebidos; pesquisar aquilo que realmente nos intriga; saber fazer um experimento com cuidado e de modo que nos ensine alguma coisa.
É comum encontrar mapas, tabelas, gráficos em livros, revistas e jornais, até mesmo em noticiário da televisão. O que podemos aprender com eles? Como compreender o fenômeno da seca olhando um mapa? Como compreender a necessidade de economizar água olhando um gráfico?
Pensar sobre coisas que sabemos que acontecem sempre, mas que não sabemos ao certo o motivo de acontecerem, pode ser um importante ponto de partida. O despertador que não toca, o leite que azeda, a comida que estraga fora da geladeira, ou o pão que precisa “descansar” para crescer, não acontecem por um único motivo apenas; o desafio é descobrir as variáveis envolvidas nesses eventos, pois eles dependem de várias condições (o calor, o ajuste de botões, a energia elétrica e a atividade de microorganismos, entre outros).
O conhecimento científico nos permite, muitas vezes, entender situações inusitadas como a volta de doenças e epidemias antes controladas e estabelecer a responsabilidade de todos os envolvidos, inclusive eu e você. Assim, podemos responder a interrogações como: por que a dengue está de volta? Como pode uma doença que estava praticamente desaparecida, voltar com tal força? Como se defender contra essa situação?
O estudo das Ciências Naturais adquire mais sentido quando ajuda a sua vida hoje, agora. A idéia é buscar sempre explicar fatos e fenômenos que observamos cotidianamente. Pense nisso enquanto estiver estudando e conversando com pessoas.
Todo o conforto e facilidades da nossa vida cotidiana parecem tão naturais que só nos espantamos e nos preocupamos quando parte dessas coisas “tão naturais” nos falta repentinamente. Ficamos irritados com a falta dessas coisas com as quais estamos habituados desde a infância: apertar um botão e as luzes não se acenderem por falta de energia elétrica, abrir uma torneira e a água não jorrar, ligar o fogão e não ver nascer aquela chama quase invisível, sem cheiro e sem fumaça: isso causa perturbação, isso parece – e às vezes até pode ser - um desastre.
O fato de, quase sempre sem aviso, essas “coisas naturais” nos faltarem em algumas ocasiões - o fato de “não estarem lá” quando precisamos delas – é uma indicação muito clara de que essas coisas pouco têm de “natural”.
Na verdade, antes de serem inventadas, elas não existiam.
Ora, se é assim, se a maior parte daquilo que é a nossa vida cotidiana, nem sempre “esteve aí”,você pode perguntar: como é que surgiram, com base em que foram criadas? Se o mundo no qual os homens vivem é hoje diferente daquele no qual viveram os homens de outras épocas, como e por que isso ocorreu?
O caminho para responder a essas questões passa pelo conhecimento da História. É por meio dela que podemos compreender a evolução da Humanidade e conhecer os meios e os instrumentos do desenvolvimento das sociedades. É através da História que percebemos que as ciências e o conhecimento científico são uma realização humana, uma obra que modificou para sempre a nossa evolução. E ambas se realimentam : a Ciência tem um papel muito importante na direção e no ritmo da História, da mesma forma que a evolução da Ciência é influenciada e mesmo determinada pela história do desenvolvimento das sociedades, ou seja, da política, da economia e da cultura.
“Ciência” é uma palavra em alta nas sociedades ocidentais. Uma lavagem de tapete, um corte de cabelo, um mapa astral ganham outro estatuto quando se afirma que são científicos. Dessa forma, conhecer como produzimos os conhecimentos e como esses conhecimentos são transformados em produtos, em objetos, em instrumentos é muito importante para a compreensão da sociedade contemporânea. Saber como a Ciência opera é muito importante para entender a função desse instrumento capaz de contribuir para a melhoria das condições de vida da Humanidade e também para julgar bons e maus usos que nossa sociedade faz da Ciência e do conhecimento científico.
Ciências da natureza e suas tecnologias, ENCCEJA, 2002.
Medindo com o corpo
Você lembra como o homem inventou a contagem? Inicialmente ele a fazia utilizando o seu próprio corpo, fazendo com que cada toque correspondesse a um número.
E que motivação teve o homem quando inventou
o sistema decimal? Como tinha dez dedos, escolheu a base dez para fazer as contagens.
É fácil você perceber que o homem encontra primeiro no seu corpo elementos e instrumentos necessários para numeralizar as quantidades; você verificou que o mesmo aconteceu com a medição, com o homem encontrando primeiro no seu corpo a unidade de medida que precisava para numeralizar quantidades contínuas:
Os egípcios criaram o cúbito, o comprimento da ponta do cotovelo à ponta do dedo
Os romanos criaram a milha, que equivalia a mil passos
de um legionário;
Os franceses criaram a braça, o comprimento da ponta
de uma palma à outra, com os braços abertos
Os ingleses criaram a polegada, o pé e a jarda (equivalente a uma passada);
Os nossos caipiras (sul de Minas, São Paulo, norte do Paraná) criaram o alqueire, que é a quantidade de terra que pode ser lavrada por um homem num dia de trabalho; como unidade de medida agrária, seu valor varia conforme a região do país; corresponde a 24.200m² em São Paulo e Paraná, a 27.225m² em alguns Estados do Norte e a 48.400m² em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso; é também o volume de grãos de cereais que pode ser colhido num dia de trabalho ou o volume do caldo da cana colhida neste mesmo dia, equivalente a 36,27 litros. Parecida com a onça, não? A onça é a mesma unidade para medidas de volume e de massa.
Nesta prática, mantém-se a ação de comparação e observação da medição por sensação. A idéia nova, a abstração, está na escolha de uma parte do nosso corpo - pé, mão, braço, passada, polegada, etc. - para ser a unidade de medida a ser comparada com a quantidade que se quer numeralizar.
Responda individualmente às questões abaixo:
1) Quais as partes do corpo mais usadas para a medição corpórea?
2) Vamos criar um sistema de múltiplos com as unidades medidas do nosso corpo. Usando o seu próprio corpo, você vai escrever com aproximação:
a) Um pé equivale a quantas polegadas?
b) Um cúbito equivale a quantos pés?
c) E a quantas polegadas?
d) Uma jarda equivale a quantos cúbitos?
e) Uma jarda equivale a quantos pés?
f) Uma braça equivale a quantas polegadas?
g) E a quantas jardas?
h) E a quantos pés?
3) Meça, com valores aproximados, o comprimento de uma caneta em polegadas.
4) Como você procedeu na medição acima?
5) Meça, com valores aproximados, a distância entre a torneira e a beirada da pia do seu banheiro.
6) Como você procedeu na medição acima?
7) As medições de 3) e de 5) tiveram os mesmos procedimentos? Por quê?
E que motivação teve o homem quando inventou
o sistema decimal? Como tinha dez dedos, escolheu a base dez para fazer as contagens.
É fácil você perceber que o homem encontra primeiro no seu corpo elementos e instrumentos necessários para numeralizar as quantidades; você verificou que o mesmo aconteceu com a medição, com o homem encontrando primeiro no seu corpo a unidade de medida que precisava para numeralizar quantidades contínuas:
Os egípcios criaram o cúbito, o comprimento da ponta do cotovelo à ponta do dedo
Os romanos criaram a milha, que equivalia a mil passos
de um legionário;
Os franceses criaram a braça, o comprimento da ponta
de uma palma à outra, com os braços abertos
Os ingleses criaram a polegada, o pé e a jarda (equivalente a uma passada);
Os nossos caipiras (sul de Minas, São Paulo, norte do Paraná) criaram o alqueire, que é a quantidade de terra que pode ser lavrada por um homem num dia de trabalho; como unidade de medida agrária, seu valor varia conforme a região do país; corresponde a 24.200m² em São Paulo e Paraná, a 27.225m² em alguns Estados do Norte e a 48.400m² em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso; é também o volume de grãos de cereais que pode ser colhido num dia de trabalho ou o volume do caldo da cana colhida neste mesmo dia, equivalente a 36,27 litros. Parecida com a onça, não? A onça é a mesma unidade para medidas de volume e de massa.
Nesta prática, mantém-se a ação de comparação e observação da medição por sensação. A idéia nova, a abstração, está na escolha de uma parte do nosso corpo - pé, mão, braço, passada, polegada, etc. - para ser a unidade de medida a ser comparada com a quantidade que se quer numeralizar.
Responda individualmente às questões abaixo:
1) Quais as partes do corpo mais usadas para a medição corpórea?
2) Vamos criar um sistema de múltiplos com as unidades medidas do nosso corpo. Usando o seu próprio corpo, você vai escrever com aproximação:
a) Um pé equivale a quantas polegadas?
b) Um cúbito equivale a quantos pés?
c) E a quantas polegadas?
d) Uma jarda equivale a quantos cúbitos?
e) Uma jarda equivale a quantos pés?
f) Uma braça equivale a quantas polegadas?
g) E a quantas jardas?
h) E a quantos pés?
3) Meça, com valores aproximados, o comprimento de uma caneta em polegadas.
4) Como você procedeu na medição acima?
5) Meça, com valores aproximados, a distância entre a torneira e a beirada da pia do seu banheiro.
6) Como você procedeu na medição acima?
7) As medições de 3) e de 5) tiveram os mesmos procedimentos? Por quê?
Ciência em Película - Lacy Barca
As primeiras representações de cientistas aparecem nos filmes ao mesmo tempo em que são feitas as primeiras experiências de produção usando a película para contar histórias de ficção. O pioneiro foi cineasta
francês Georges Méliès (1861-1938), que, a partir de 1896, buscou explorar as possibilidades do novo invento e desenvolver os recursos da linguagem cinematográfica com truques, movimentos de câmera e efeitos especiais, além de usar luz artificial. A obra-prima de Méliès é Le Voyage dans la lune (Viagem à Lua), de 1902, onde aparece a primeira representação de cientistas na história do cinema. O filme começa com uma reunião na Academia de Astrônomos da França, onde os cientistas discutem a idéia de uma viagem à Lua. As roupas dos membros da Academia são muito semelhantes às dos magos e feiticeiros da ficção. Entre os pioneiros, destaca-se também Thomas Edison (1847-1931) – inventor do cinetoscópio, protótipo do projetor de películas –, o primeiro a retratar Victor Frankenstein, em um curta-metragem em 1910. Nos anos seguintes, o personagem da escritora inglesa Mary Shelley (1797-1851) seria o cientista mais retratado da
história do cinema, com mais de 80 filmes inspirados na figura que desafia os limites da sociedade, em busca do conhecimento. Muitos outros cientistas foram mostrados nas telas ao longo de mais de um século de cinema, causando maior ou menor impacto no imaginário das pessoas.
O sociólogo inglês Andrew Tudor, da Universidade de York, em seu livro Monsters and madscientists: a cultural history ofthe horror movie, analisou quase mil filmes do gênero terror produzidos entre 1931 e 1984. Em mais de um quarto desses filmes (264), a ciência é mostrada como a principal fonte de ameaça à humanidade.
Tudor dividiu a amostra em quatro períodos:
De 1931 a 1950, os cientistas tentam descobrir os segredos da vida, criando novos seres vivos ou modificando os já existentes. Nos filmes da década de 1930, o cientista era uma mistura de clínico, cirurgião e pesquisador, cercado por uma parafernália de substâncias e equipamentos bizarros. Um exemplo é O médico e o monstro –
Dr. Jekyll and Mr. Hyde, de 1931. As substâncias que o dr. Jekyll prepara durante a noite em seu laboratório interferem na essência da vida, transformando o médico abnegado em um ser capaz de cometer atrocidades.
De 1951 a 1964, as imagens da destruição de Hiroxima e Nagasaki imprimem nos filmes a ameaça da energia atômica. O público já sabe que as situações de pavor exibidas nas telas não são obra apenas de personagens fictícios, mas de homens reais, agentes das conquistas da ciência. Típicos do período são os especialistas em armas nucleares combatidos pelo agente britânico James Bond, ou 007 – personagem criado pelo escritor inglês Ian Fleming (1909-1964). Os filmes do período 1965 a 1976 são os que dão menor importância à ciência. É desse período, porém, um dos mais inquietantes filmes de ficção científica de todos os tempos: 2001: uma odisséia no espaço (1968), de Stanley Kubrick, baseado na obra de Arthur C. Clarke. HAL, o computador programado para pensar, retoma o tema central de ‘Frankenstein’, ou seja, da criatura que se revolta contra seu criador. No final da década de 70, a genética e a clonagem humana, entram em cena.
Os Meninos do Brasil (1978) mostra o perigo do uso do conhecimento científico pelo fanatismo político. Nos anos seguintes, as conquistas da engenharia genética batem todos os recordes de bilheteria com Jurassic Park (Parque dos dinossauros, 1993), que transforma a ciência em aventura, num show de efeitos especiais e computação gráfica. Na última década do século 20, aparecem as primeiras mulheres cientistas no cinema. A doutora Ellie Arroway de Contato (1997) é construída como um exemplo a ser seguido pelas jovens americanas do século XXI.
Os professores Denise Lannes e Leopoldo de Meis, da UFRJ, examinaram, em 1998, desenhos feitos por estudantes de três faixas etárias – 5 a 7 anos, 10 a 13 e 15 a 17 – de oito países: Brasil, Estados Unidos, França, Itália, México, Chile, Índia e Nigéria. A imagem do cientista traçada pelas crianças e adolescentes foi a de um homem vestido de jaleco branco, trabalhando em um laboratório com vidraria. O computador, embora esteja hoje na maior parte dos laboratórios, foi ignorado pelos jovens desenhistas.
Teria o cinema contribuído para a construção dessa imagem?
Lacy Barca é gerente de documentação e pesquisa da TVE Brasil
francês Georges Méliès (1861-1938), que, a partir de 1896, buscou explorar as possibilidades do novo invento e desenvolver os recursos da linguagem cinematográfica com truques, movimentos de câmera e efeitos especiais, além de usar luz artificial. A obra-prima de Méliès é Le Voyage dans la lune (Viagem à Lua), de 1902, onde aparece a primeira representação de cientistas na história do cinema. O filme começa com uma reunião na Academia de Astrônomos da França, onde os cientistas discutem a idéia de uma viagem à Lua. As roupas dos membros da Academia são muito semelhantes às dos magos e feiticeiros da ficção. Entre os pioneiros, destaca-se também Thomas Edison (1847-1931) – inventor do cinetoscópio, protótipo do projetor de películas –, o primeiro a retratar Victor Frankenstein, em um curta-metragem em 1910. Nos anos seguintes, o personagem da escritora inglesa Mary Shelley (1797-1851) seria o cientista mais retratado da
história do cinema, com mais de 80 filmes inspirados na figura que desafia os limites da sociedade, em busca do conhecimento. Muitos outros cientistas foram mostrados nas telas ao longo de mais de um século de cinema, causando maior ou menor impacto no imaginário das pessoas.
O sociólogo inglês Andrew Tudor, da Universidade de York, em seu livro Monsters and madscientists: a cultural history ofthe horror movie, analisou quase mil filmes do gênero terror produzidos entre 1931 e 1984. Em mais de um quarto desses filmes (264), a ciência é mostrada como a principal fonte de ameaça à humanidade.
Tudor dividiu a amostra em quatro períodos:
De 1931 a 1950, os cientistas tentam descobrir os segredos da vida, criando novos seres vivos ou modificando os já existentes. Nos filmes da década de 1930, o cientista era uma mistura de clínico, cirurgião e pesquisador, cercado por uma parafernália de substâncias e equipamentos bizarros. Um exemplo é O médico e o monstro –
Dr. Jekyll and Mr. Hyde, de 1931. As substâncias que o dr. Jekyll prepara durante a noite em seu laboratório interferem na essência da vida, transformando o médico abnegado em um ser capaz de cometer atrocidades.
De 1951 a 1964, as imagens da destruição de Hiroxima e Nagasaki imprimem nos filmes a ameaça da energia atômica. O público já sabe que as situações de pavor exibidas nas telas não são obra apenas de personagens fictícios, mas de homens reais, agentes das conquistas da ciência. Típicos do período são os especialistas em armas nucleares combatidos pelo agente britânico James Bond, ou 007 – personagem criado pelo escritor inglês Ian Fleming (1909-1964). Os filmes do período 1965 a 1976 são os que dão menor importância à ciência. É desse período, porém, um dos mais inquietantes filmes de ficção científica de todos os tempos: 2001: uma odisséia no espaço (1968), de Stanley Kubrick, baseado na obra de Arthur C. Clarke. HAL, o computador programado para pensar, retoma o tema central de ‘Frankenstein’, ou seja, da criatura que se revolta contra seu criador. No final da década de 70, a genética e a clonagem humana, entram em cena.
Os Meninos do Brasil (1978) mostra o perigo do uso do conhecimento científico pelo fanatismo político. Nos anos seguintes, as conquistas da engenharia genética batem todos os recordes de bilheteria com Jurassic Park (Parque dos dinossauros, 1993), que transforma a ciência em aventura, num show de efeitos especiais e computação gráfica. Na última década do século 20, aparecem as primeiras mulheres cientistas no cinema. A doutora Ellie Arroway de Contato (1997) é construída como um exemplo a ser seguido pelas jovens americanas do século XXI.
Os professores Denise Lannes e Leopoldo de Meis, da UFRJ, examinaram, em 1998, desenhos feitos por estudantes de três faixas etárias – 5 a 7 anos, 10 a 13 e 15 a 17 – de oito países: Brasil, Estados Unidos, França, Itália, México, Chile, Índia e Nigéria. A imagem do cientista traçada pelas crianças e adolescentes foi a de um homem vestido de jaleco branco, trabalhando em um laboratório com vidraria. O computador, embora esteja hoje na maior parte dos laboratórios, foi ignorado pelos jovens desenhistas.
Teria o cinema contribuído para a construção dessa imagem?
Lacy Barca é gerente de documentação e pesquisa da TVE Brasil
Questões que valem ...
O que é pesquisa?
O que é a "comunidade científica"?
Qual é a diferença entre civilização e cultura?
Você já ouviu falar na sonda Cassini? Quando foi lançada, e onde está agora? E quem foi Cassini?
O que significa a frase ‘PRODUTO DERMATOLOGICAMENTE TESTADO’?
Cite um filme, visto por você, onde ocorre um fato fisicamente impossível. Relaste o fato e declare onde stá a impossibilidade.
Você sabe que a fabricação de um objeto envolve muitos itens, alguns dos quais obedecem a critérios de padronização, outros não. O que significa padronização?
O que é a "comunidade científica"?
Qual é a diferença entre civilização e cultura?
Você já ouviu falar na sonda Cassini? Quando foi lançada, e onde está agora? E quem foi Cassini?
O que significa a frase ‘PRODUTO DERMATOLOGICAMENTE TESTADO’?
Cite um filme, visto por você, onde ocorre um fato fisicamente impossível. Relaste o fato e declare onde stá a impossibilidade.
Você sabe que a fabricação de um objeto envolve muitos itens, alguns dos quais obedecem a critérios de padronização, outros não. O que significa padronização?
Ciência e Tecnologia
O QUE É CIÊNCIA?
Talvez a melhor definição seja a derivada da palavra latina scientia, que significa literalmente "conhecimento": é uma atividade humana envolvida na acumulação de conhecimento sobre o Universo que nos cerca, mas não é apenas a mera acumulação de conhecimentos: o "conhecimento" em ciência envolve compreensão, correlação, e a habilidade de explicar determinados fatos estabelecidos, geralmente em termos de uma causa física para a ocorrência de um fato observado.
Ciência é todo o saber sistemático, baseado em métodos, com capacidade de comprovação, previsível e que foi agrupado em especialidades. Ou seja, ciência é o estudo da natureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, é a aplicação de tal conhecimento científico para conseguir um resultado prático.
O exemplo do fogo é muito interessante. Há séculos o homem domina a tecnologia do fogo. O homem sabia que atritando a madeira, ela esquentaria e produziria o fogo. Hoje sabemos que é uma reação de carbono com oxigênio: isso é ciência. A descoberta e o conseqüente uso do fogo foi um ponto chave na evolução tecnológica do homem, permitindo um melhor aproveitamento dos alimentos e o aproveitamento dos recursos naturais que necessitam do calor para serem úteis.
Mas às vezes a ciência se antecipa à tecnologia. A ciência pôde estudar o fluxo dos elétrons em uma corrente elétrica. Este conhecimento foi e continua sendo usado para a fabricação de produtos eletrônicos, tais como semicondutores, computadores e outros produtos de alta tecnologia.
Às vezes, a produção científica é impactada pela demanda de uma necessidade tecnológica: foi o que aconteceu com o nylon, os veículos de movimentação fora do campo gravitacional e as vacinas. A maior parte das novidades tecnológicas costumam ser primeiramente empregadas na engenharia, na medicina, na informática e no ramo militar. Com isso, o público doméstico acaba sendo o último a se beneficiar da alta tecnologia, já que ferramentas complexas requerem uma manufatura complexa, aumentando drasticamente o preço final do produto.
ONDE SE PRODUZ CIÊNCIA HOJE?
De um modo geral, há produção de ciência em universidades, institutos de pesquisa e indústrias. No Brasil, podemos citar como exemplos as universidades federais (onde os professores são, em sua maioria, professores-pesquisadores), os institutos de pesquisa estatais como a Embrapa e a Fiocruz, e empresas como a Petrobras. Em países mais industrializados, a produção científica nas indústrias privadas é bem mais significativa do que no Brasil.
Pesquisa é uma atividade realizada para gerar novo conhecimento
Algumas vezes, ouvimos que a tecnologia é um produto da Ciência, mas na verdade, nem sempre isso acontece. A tecnologia, muitas vezes, avança por ser uma necessidade humana de melhorar suas condições de vida, enquanto a Ciência vai em busca de explicações dos fenômenos naturais, sem uma necessidade imediata.
Entretanto, tanto a Ciência quanto a Tecnologia devem ser discutidas dentro de contextos social, econômico, político, moral e ético, sofrendo pressões da sociedade e interagindo com ela. Não podemos esquecer que os especialistas que trabalham com Ciência e Tecnologia são indivíduos que possuem sua própria identidade e cultura, estando também sujeitos a visões e valores próprios que certamente influenciam nas decisões que tomam em suas atividades.
Tecnologias clássicas:
Agricultura Navegação Roupa Fogo Mineração
Talvez a melhor definição seja a derivada da palavra latina scientia, que significa literalmente "conhecimento": é uma atividade humana envolvida na acumulação de conhecimento sobre o Universo que nos cerca, mas não é apenas a mera acumulação de conhecimentos: o "conhecimento" em ciência envolve compreensão, correlação, e a habilidade de explicar determinados fatos estabelecidos, geralmente em termos de uma causa física para a ocorrência de um fato observado.
Ciência é todo o saber sistemático, baseado em métodos, com capacidade de comprovação, previsível e que foi agrupado em especialidades. Ou seja, ciência é o estudo da natureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, é a aplicação de tal conhecimento científico para conseguir um resultado prático.
O exemplo do fogo é muito interessante. Há séculos o homem domina a tecnologia do fogo. O homem sabia que atritando a madeira, ela esquentaria e produziria o fogo. Hoje sabemos que é uma reação de carbono com oxigênio: isso é ciência. A descoberta e o conseqüente uso do fogo foi um ponto chave na evolução tecnológica do homem, permitindo um melhor aproveitamento dos alimentos e o aproveitamento dos recursos naturais que necessitam do calor para serem úteis.
Mas às vezes a ciência se antecipa à tecnologia. A ciência pôde estudar o fluxo dos elétrons em uma corrente elétrica. Este conhecimento foi e continua sendo usado para a fabricação de produtos eletrônicos, tais como semicondutores, computadores e outros produtos de alta tecnologia.
Às vezes, a produção científica é impactada pela demanda de uma necessidade tecnológica: foi o que aconteceu com o nylon, os veículos de movimentação fora do campo gravitacional e as vacinas. A maior parte das novidades tecnológicas costumam ser primeiramente empregadas na engenharia, na medicina, na informática e no ramo militar. Com isso, o público doméstico acaba sendo o último a se beneficiar da alta tecnologia, já que ferramentas complexas requerem uma manufatura complexa, aumentando drasticamente o preço final do produto.
ONDE SE PRODUZ CIÊNCIA HOJE?
De um modo geral, há produção de ciência em universidades, institutos de pesquisa e indústrias. No Brasil, podemos citar como exemplos as universidades federais (onde os professores são, em sua maioria, professores-pesquisadores), os institutos de pesquisa estatais como a Embrapa e a Fiocruz, e empresas como a Petrobras. Em países mais industrializados, a produção científica nas indústrias privadas é bem mais significativa do que no Brasil.
Pesquisa é uma atividade realizada para gerar novo conhecimento
Algumas vezes, ouvimos que a tecnologia é um produto da Ciência, mas na verdade, nem sempre isso acontece. A tecnologia, muitas vezes, avança por ser uma necessidade humana de melhorar suas condições de vida, enquanto a Ciência vai em busca de explicações dos fenômenos naturais, sem uma necessidade imediata.
Entretanto, tanto a Ciência quanto a Tecnologia devem ser discutidas dentro de contextos social, econômico, político, moral e ético, sofrendo pressões da sociedade e interagindo com ela. Não podemos esquecer que os especialistas que trabalham com Ciência e Tecnologia são indivíduos que possuem sua própria identidade e cultura, estando também sujeitos a visões e valores próprios que certamente influenciam nas decisões que tomam em suas atividades.
Tecnologias clássicas:
Agricultura Navegação Roupa Fogo Mineração
Assinar:
Comentários (Atom)





