sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Apresentações

Modos de otimizar apresentações.
Cique aqui para ler um post sobre o assunto.
http://www.outrojeito.com.br/apresentacoes/a-regra-10-20-30-para-apresentacoes-voce-conhece/

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O efeito estufa altera o tempo, o clima ou a estação?

Responder a essa pergunta requer pelo menos dois conhecimentos prévios. Um deles deve dar conta de diferenciar esses eventos abientais: o tempo, o clima e a estação. O outro está relacionado com o efeito estufa e seu campo de atuação.






Segundo Ayoade (Introdução à Climatologia para os trópicos), tempo é o estado médio da atmosfera numa dada porção de tempo (cronológico) e em determinado lugar.
Clima é a síntese do tempo (sucessão habitual de tipos de tempo) num dado lugar durante um período de aproximadamente 30-35 anos. O clima abrange um maior número de dados do que as condições médias do tempo numa determinada área. O clima, portanto, refere-se as caracteristicas da atmosfera, inferidas de observações contínuas durante um longo período de tempo.
A sucessão de tempos caracteriza os climas: tropical, temperado, polar entre outros.

As estações do ano tem a ver com a translação da Terra. É um fenômeno astronômico, a princípio. O tempo atmosférico em cada estação depende da posição do lugar no planeta (latitude), o que caracteriza o clima da área. Precisaria refletir melhor e ler algo mais para entender se mudando o clima iria alterar alguma coisa nas estações do ano...não sei.

A questão do efeito estufa é complexa. Entendido como um aumento de temperatura da atmosfera (independente de ter causas naturais ou interferência humana) ao longo de centenas ou milhares de anos, pode alterar o clima de determinadas regiões, como ocorreu no passado, pois mudanças na temperatura da atmosfera do planeta podem alterar as correntes marítimas, alterando, por consequencia, a circulação atmosférica local, regional ou global.

Se a mudança perdurar por um longo período de tempo pode alterar os tempos e por consequencia o clima...pelos registros as grandes alterações climáticas decorreram muito mais de glaciações do que de aquecimentos. Parece que estamos tendo registros de um fenômeno até então não muito conhecido ou estudado...o aquecimento global.

Só acrescentando...o efeito estufa é algo natural do planeta, sem ele morreriamos de frio, mas o que tem se discutido é que este fenômeno pode estar se intensificando, mas as causas disso ainda são polêmicas e controversas. De qualquer dorma ainda não se tem tanta certeza do que está ocorrendo, pois os dados mais complexos estão sendo coletados há pouco tempo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE CIVILIZAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Esse é um cozido de várias fontes, entre elas a Wikipedia, o Scribd, confesso que esqueci de anotar todas. Leia, vai esclarecer algumas dúvidas.



O que é ciência?
Talvez a melhor definição seja a derivada da palavra latina scientia, que significa literalmente "conhecimento": é uma atividade humana envolvida na acumulação de conhecimento sobre o Universo que nos cerca, mas não é apenas a mera acumulação de conhecimentos: o "conhecimento" em ciência envolve compreensão, correlação, e a habilidade de explicar determinados fatos estabelecidos, geralmente em termos de uma causa física para a ocorrência de um fato observado.
Ciência é todo o saber sistemático, baseado em métodos, com capacidade de comprovação, previsível e que foi agrupado em especialidades.
Acho o exemplo do fogo muito interessante. Há séculos o homem domina a TECNOLOGIA do fogo. O homem sabia que atritando a madeira, ela esquentaria e produziria o fogo. Hoje sabemos que é uma reação de carbono com oxigênio, etc. Isso é CIÊNCIA.


Onde se produz ciência hoje?
De um modo geral, há a produção de ciência em universidades, institutos de pesquisa e indústrias. No Brasil, podemos citar como exemplos as universidades federais (onde os professores são, em sua maioria, professores-pesquisadores), os institutos de pesquisa estatais como a Embrapa e a Fiocruz, e empresas como a Petrobras. Em países mais industrializados a produção científica nas indústrias privadas é bem mais significativa do que no Brasil.
cultura de civlização.
Pesquisa é uma atividade realizada para gerar novo conhecimento.


O que é a "comunidade científica"?
Algumas vezes, ouvimos que a tecnologia é um produto da Ciência mas, na verdade, nem sempre isso acontece. A tecnologia, muitas vezes, avança por ser uma necessidade humana de melhorar suas condições de vida, enquanto a Ciência vai em busca de explicações dos fenômenos naturais, procurando desvendar os mistérios que existem do mundo microscópico aos da imensidão do universo.Entretanto, tanto a Ciência quanto a Tecnologia devem ser discutidas dentro de um contexto social, econômico, político, moral e ético, sofrendo pressões da sociedade e interagindo com ela. Não podemos esquecer que os especialistas que trabalham com Ciência e Tecnologia são indivíduos que possuem sua própria identidade e cultura, estando também sujeitos a visões e valores próprios que certamente influenciam nas decisões que tomam em suas atividades.


Ciência e tecnologia
A ciência e a tecnologia sempre estiveram muito próximas uma da outra. Geralmente, a ciência é o estudo da natureza rigorosamente de acordo com o método científico. A tecnologia, por sua vez, é a aplicação de tal conhecimento científico para conseguir um resultado prático. Como exemplo, a ciência pôde estudar o fluxo dos elétrons em uma corrente elétrica. Este conhecimento foi e continua sendo usado para a fabricação de produtos eletrônicos, tais como semicondutores, computadores e outros produtos de alta tecnologia. Esta relação próxima entre ciência e tecnologia contribui decisivamente para a crescente especialização dos ramos científicos. Por exemplo, a física se dividiu em diversos outros ramos menores como a acústica e a mecânica, e estes ramos por sua vez sofreram sucessivas divisões. O resultado é o surgimento de ramos científicos bem específicos e especialmente destinados ao aperfeiçoamento da tecnologia. De acordo com este quesito podemos citar a aerodinâmica, a geotecnia, a hidrodinâmica, a petrologia e a terramecânica.


Cultura e Civilização
Parece oportuno dizer duas palavras sobre os significados de "cultura" e "civilização", para deixar claro porque uma obra e um homem podem fundar uma cultura - ou um momento de cultura - mas não fundam uma civilização. E tanto melhor para o homem e sua obra. Pois, como na observação de Paul Valéry, hoje um lugar-comum do pensamento contemporâneo - "as civilizações também morrem". E quando morrem, desaparecem para sempre. Mas as culturas não morrem. E quando morrem, podem sempre encontrar a hora da ressurreição, como ocorreu naquela volta ao momento maior da cultura greco-romana, ressuscitada na cultura florentina dos anos de ouro. As culturas não morrem. Gerald Walsh, em seu belo livro sobre o humanismo - Medieval humanism - chega a dizer que a denominação de "Renascença', dada àquela fulgurante momento da cultura européia, entre os séculos 13 e 16, é uma inadequação e um equívoco. Porque - diz ele - "o humanismo não renasce - reaviva-se". A um simples sopro do borralho da história, reaviva-se a chama do fogo perene, do fogo oculto sob cinza dos tempos.
Esta é a diferença entre cultura e civilização. A cultura é um produto de sabedoria do homem ou da sociedade, revelado num certo momento ou em certos momentos, quando ousamos pisar as zonas de pele ainda intacta da história - para usar a bela expressão de Ortega. A civilização é um produto da idade ou da experiência social. A cultura brota da vida contemplativa, e a civilização da vida ativa.

Fonte: MOURÃO, Gerardo Mello. Três momentos da fundação da cultura brasileira.

Sobre bebidas alcoólicas


Esta notíci saiu em 22/01/2008 , na página
http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=22&mes=01&ano=2008&idnoticia=44289


Projeto do governo proíbe anúncio de cerveja antes das 21 horas


por Rildson Moura e José Negreiros
O governo enviou ao Congresso projeto de lei que altera radicalmente o conceito de bebida alcoólica e com isso proibirá a propaganda de cerveja na TV durante o dia (até às 21 horas).
Trata-se de uma das mais polêmicas decisões defendidas pelas áreas de Saúde e Segurança do governo. Ele se choca frontalmente contras os interesses dos maiores anunciantes do mercado, atualmente patrocinadores dos programas de maior audiência da televisão.
Bebida alcoólica passará a ser aquela que contiver 0,5 grau Gay Lussac (13 graus atualmente) ou mais de concentração para efeito de propaganda desse produto. Com isso, entram na classificação as cervejas, os ices, os coolers, a champanhe e o vinho.
O projeto chegará à Câmara em regime de urgência, acelerando a tramitação (45 dias de prazo) de 143 propostas, algumas das quais estão ali há dez anos. O relator da matéria deverá ser o deputado Sandes Junior (PP-GO).
A medida está casada com outra, adotada hoje por meio de Medida Provisória, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em rodovias federais a partir de 1º de fevereiro.
Atualmente, de acordo com o artigo primeiro da Lei 9.294, de 15 de julho de 1996, consideram-se bebidas alcoólicas aquelas com teor alcoólico superior a 13 graus Gay Lussac. No seu artigo 4º, a lei determina que é proibido fazer propaganda de bebidas alcoólicas entre seis e vinte e uma horas.
“Essas ações são resultado da política de redução de danos deste governo. O país não pode assistir de braços cruzados centenas de pessoas, especialmente os jovens, morrerem todos os dias pelo consumo abusivo de bebidas alcoólicas”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Ele se refere aos dados alarmantes sobre consumo de bebidas alcoólicas em poder do governo. Todos os dias, 150 mil brasileiros, homens e mulheres, após ingerirem de quatro a cinco doses de bebida alcoólica, dirigem. Esse é o resultado da pesquisa realizada no ano passado pelo Vigitel (Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), informa o site do Ministério da Saúde.
O Vigitel consiste na realização e análise de entrevistas por telefone à população com 18 anos ou mais, nas capitais e Distrito Federal. Anualmente são realizadas 54 mil entrevistas, cerca de 2 mil por cidade estudada. O resultado de todo o inquérito do Vigitel em 2007, que monitora essencialmente doenças crônicas não-transmissíveis, será divulgado em março deste ano.
O sistema é realizado pelo Ministério da Saúde com a colaboração do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo.
O Vigitel também revelou que os jovens com idades entre 18 e 24 anos formam o perfil da população que mais ingere bebidas alcoólicas nas capitais brasileiras. São mais de 22% na soma de homens e mulheres, diz notícia publicada no site da Saúde.

Ciência em Película

Lacy Barca (gerente de documentação e pesquisa da TVE Brasil)


As primeiras representações de cientistas aparecem nos filmes ao mesmo tempo em que são feitas as primeiras experiências de produção usando a película para contar histórias de ficção. O pioneiro foi cineasta
francês Georges Méliès (1861-1938), que, a partir de 1896, buscou explorar as possibilidades do novo invento e desenvolver os recursos da linguagem cinematográfica com truques, movimentos de câmera e efeitos especiais, além de usar luz artificial. A obra-prima de Méliès é Le Voyage dans la lune (Viagem à Lua), de 1902, onde aparece a primeira representação de cientistas na história do cinema. O filme começa com uma reunião na Academia de Astrônomos da França, onde os cientistas discutem a idéia de uma viagem à Lua. As roupas dos membros da Academia são muito semelhantes às dos magos e feiticeiros da ficção. Entre os pioneiros, destaca-se também Thomas Edison (1847-1931) – inventor do cinetoscópio, protótipo do projetor de películas –, o primeiro a retratar Victor Frankenstein, em um curta-metragem em 1910. Nos anos seguintes, o personagem da escritora inglesa Mary Shelley (1797-1851) seria o cientista mais retratado da
história do cinema, com mais de 80 filmes inspirados na figura que desafia os limites da sociedade, em busca do conhecimento. Muitos outros cientistas foram mostrados nas telas ao longo de mais de um século de cinema, causando maior ou menor impacto no imaginário das pessoas.
O sociólogo inglês Andrew Tudor, da Universidade de York, em seu livro Monsters and madscientists: a cultural history ofthe horror movie, analisou quase mil filmes do gênero terror produzidos entre 1931 e 1984. Em mais de um quarto desses filmes (264), a ciência é mostrada como a principal fonte de ameaça à humanidade.
Tudor dividiu a amostra em quatro períodos:
De 1931 a 1950, os cientistas tentam descobrir os segredos da vida, criando novos seres vivos ou modificando os já existentes. Nos filmes da década de 1930, o cientista era uma mistura de clínico, cirurgião e pesquisador, cercado por uma parafernália de substâncias e equipamentos bizarros. Um exemplo é O médico e o monstro –
Dr. Jekyll and Mr. Hyde, de 1931. As substâncias que o dr. Jekyll prepara durante a noite em seu laboratório interferem na essência da vida, transformando o médico abnegado em um ser capaz de cometer atrocidades.

De 1951 a 1964, as imagens da destruição de Hiroxima e Nagasaki imprimem nos filmes a ameaça da energia atômica. O público já sabe que as situações de pavor exibidas nas telas não são obra apenas de personagens fictícios, mas de homens reais, agentes das conquistas da ciência. Típicos do período são os especialistas em armas nucleares combatidos pelo agente britânico James Bond, ou 007 – personagem criado pelo escritor inglês Ian Fleming (1909-1964). Os filmes do período 1965 a 1976 são os que dão menor importância à ciência. É desse período, porém, um dos mais inquietantes filmes de ficção científica de todos os tempos: 2001: uma odisséia no espaço (1968), de Stanley Kubrick, baseado na obra de Arthur C. Clarke. HAL, o computador programado para pensar, retoma o tema central de ‘Frankenstein’, ou seja, da criatura que se revolta contra seu criador. No final da década de 70, a genética e a clonagem humana, entram em cena.
Os Meninos do Brasil (1978) mostra o perigo do uso do conhecimento científico pelo fanatismo político. Nos anos seguintes, as conquistas da engenharia genética batem todos os recordes de bilheteria com Jurassic Park (Parque dos dinossauros, 1993), que transforma a ciência em aventura, num show de efeitos especiais e computação gráfica. Na última década do século 20, aparecem as primeiras mulheres cientistas no cinema. A doutora Ellie Arroway de Contato (1997) é construída como um exemplo a ser seguido pelas jovens americanas do século XXI.
Os professores Denise Lannes e Leopoldo de Meis, da UFRJ, examinaram, em 1998, desenhos feitos por estudantes de três faixas etárias – 5 a 7 anos, 10 a 13 e 15 a 17 – de oito países: Brasil, Estados Unidos, França, Itália, México, Chile, Índia e Nigéria. A imagem do cientista traçada pelas crianças e adolescentes foi a de um homem vestido de jaleco branco, trabalhando em um laboratório com vidraria. O computador, embora esteja hoje na maior parte dos laboratórios, foi ignorado pelos jovens desenhistas.
Teria o cinema contribuído para a construção dessa imagem?

A propaganda e as crianças

Como é contraditório o funcionamento mental dos publicitários. Passam a vida toda queimando neurônios para encontrar a melhor forma de influenciar as pessoas a comprar, consumir, desejar, valorizar acima de todas as coisas a mercadoria que anunciam. Mas quando algum anúncio é taxado por dar mau exemplo aos consumidores em potencial, os publicitários são os primeiros a jurar que a propaganda não influencia o comportamento de ninguém. Se não influencia, por que é que as empresas pagam caríssimo por uma inserção de comercial no horário nobre da televisão? Por que as marcas invadem a paisagem urbana com out-doors cada vez mais vistosos, mais altos, mais iluminados, que ninguém consegue ignorar? Por que os jornais vendem as primeiras páginas de seus cadernos para anunciar grifes da moda, deixando os artigos que queremos ler para as páginas de menor visibilidade? Por que os políticos dependem cada vez mais dos marqueteiros não só para se eleger, mas para conseguir governar?
A matéria de capa da revista ‘Istoé’ desta semana trata da polêmica em torno dos efeitos da propaganda de cerveja entre as crianças e os adolescentes: o apelo excessivo ao consumo de cerveja, sempre associado a um estilo de vida jovem e descontraído, estaria criando uma geração de alcoólatras precoces? Não sei se é certo ou errado tomar um pouco de cerveja aos 13, aos 15 ou aos 18. Talvez não faça mal a ninguém beber moderadamente; nem mesmo às crianças. No inverno escocês, crianças de escola primária tomam um grogue com whisky de manhã, antes de sair no frio para ir às aulas. Na França, até os pequenos tomam vinho nas reuniões da família. Não faz mal algum. O que faz mal é beber demais, ou adquirir o hábito de beber freqüentemente. Se prejudica a saúde dos adultos, imaginem das crianças.
O presidente do Sindicato dos Produtores de Cerveja disse à reportagem da ‘Istoé’ que quem introduz o álcool na vida das crianças são os pais tolerantes, e que a propaganda não faz nenhuma criança começar a beber. É óbvio: quem compra a cerveja na casa em que a criança vive são os adultos, não ela. Quem autoriza o primeiro golinho numa festa de família são os pais, também. Mas quem associa o álcool a tudo o que há de melhor nessa vida? Quem estimula o hábito, quem garante que a festa só fica boa com Vodka Ice, que a sexta-feira só vale a pena com Kaiser, que assistir futebol sem uma Brahma é programa de índio? Quem faz o adolescente acreditar que a inclusão dele no grupo depende da bebida, do cigarro e do carrão que ele vai querer pegar escondido do pai assim que tiver uma oportunidade? Alguém duvida que, pelo menos no meio urbano, a publicidade é fator determinante na formação das crianças e dos jovens?
Os pais podem até tentar dar bons exemplos, negociar, vetar bebidas alcoólicas nas festinhas dos filhos de onze anos. Mas vão se sentir impotentes diante da turba feliz que grita ‘Experimenta! Experimenta!’, cinqüenta vezes por dia, na cara de seus rebentos. Vão se sentir ultrapassados pelo ambiente emocional criado pelos excessos da publicidade no Brasil, onde nenhuma regulamentação impede que anúncios de carro convoquem os jovens a correr acima dos limites legais de velocidade, nem que a ênfase das propagandas de aparelhos de som recaia sobre a capacidade de seu produto estourar os tímpanos e tirar o sono dos vizinhos.
A publicidade pauta a ‘atitude jovem’ para o País inteiro; quem quiser se sentir incluído e valorizado em seu grupo de referência sabe que a receita é encher a cara de álcool, fumar, delirar, enlouquecer. Tomadas uma a uma, talvez essas peças de propaganda não tenham grande influência sobre o consumidor. Não são as mensagens isoladas a favor da marca tal e tal, mas a grande e única mensagem que atravessa todos os anúncios, que cria o caldo de cultura onde crescem as crianças e adolescentes brasileiros. Essa mensagem é, com unanimidade, uma mensagem de gozo. Ela ‘educa’ mais que a escola e a família; é mais onipresente na vida das crianças do que os pais e professores. O adolescente talvez não seja o consumidor mais visado pelos fabricantes de bebidas alcoólicas (será que não?), mas tornou-se o símbolo do gozo sem limites que a publicidade estimula. O tempo todo ele se depara com imagens publicitárias utilizando modelos de sua geração, em clima de eterna farra; o tempo todo é convidado a se identificar com essa imagem. Dizer que essa exuberante oferta imaginária não produz identificações, é ingenuidade ou má fé.
Os repórteres de ‘Istoé’ relatam o caso de um menino de doze anos que se embriagou em uma festa, e concluem que ‘certamente a influência dos amigos foi mais importante para convencer (o menino) a tomar seu primeiro porre do que a sexualidade das modelos que atuam nas propagandas de cerveja’. Mas não perguntam por que, em uma festinha de pré-adolescentes, a atitude mais valorizada, mais ‘adulta’, foi encher a cara de cerveja e vodka. Dos 544 adolescentes investigados por uma pesquisa norte-americana, só 8% afirmam que a maior fonte de influências em sua vida vem da publicidade, contra 73% que dizem vir de seus pais. Só que a influência da publicidade é muito mais inconsciente do que a das pessoas com quem nos relacionamos diretamente. Mal prestamos atenção nela; mensagens publicitárias, hoje, fazem parte do ar que respiramos. A repetição e a absoluta coerência das mensagens publicitárias participam majoritariamente do ambiente ideológico em que vivemos. As marcas divergem, mas o apelo ao gozo sem limites é sempre o mesmo. Assim, muito mais do que a preferência por um ou outro produto, a publicidade delineia o horizonte para nossos desejos, de forma tão eficiente que acreditamos na autenticidade deles.
Felizmente, contrariando o discurso totalitário da publicidade, há tentativas de se estipular limites éticos a ele. O Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) fez algumas alterações em seu código de ética no que se refere à propaganda de cervejas; aconselham que atores menores de 25 anos não apareçam nos anúncios, que se evite a associação entre bebida e erotismo, que não se apresentem imagens de pessoas ingerindo o produto, que não se utilizem recursos gráficos ‘pertencentes ao universo infantil, tais como animais ‘humanizados’, bonecos ou animações’. O Ministro da Saúde, Humberto Costa, vem estudando a possibilidade de se proibir a veiculação de anúncios de cerveja na televisão entre as seis da manhã e as dez da noite.
Talvez não sejam grandes mudanças, mas o precedente é importante. A regulamentação ética da publicidade, afinal, será sempre contrária a seus próprios interesses. Só uma pressão considerável da sociedade é capaz de mostrar que a educação, a cidadania, o respeito ao outro, a solidariedade, nos interessam tanto ou mais do que o gozo consumista para o qual todos são chamados, mas poucos os escolhidos."


este texto foi retirado de http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/asp1111200395.htm

Rússia torna regras para propaganda de cerveja mais rigorosas

As novas regras para o mercado, que no passado não possuíam qualquer regulamentação, serão mais rigorosas do que as regras adotadas pela União Européia, mas apesar da "mão-pesada" da nova regulamentação, analistas crêem que seus impactos sobre a indústria serão pouco significativos.
A nova lei foi aprovada, com ampla maioria, pelo parlamento russo no dia 8 de agosto. Basicamente, o texto contém restrições a propagandas que banalizem a cerveja, associe seu consumo a praticas esportivas e à boa saúde, e obriga a introdução de avisos quanto aos riscos do uso de álcool para a saúde. "O fato de a nova lei banir as propagandas de cerveja associadas ao esporte é o seu aspecto mais significativo" afirmou John Band, pesquisador e analista de mercado. "A regulamentação, na verdade, é um passo à frente comparado às leis da União Européia e pode causar algum impacto na indústria de cerveja, mas irá provavelmente ter um impacto ainda maior no setor esportivo. O banimento de anúncios irá ter um impacto provável em partidas internacionais de futebol jogadas na Rússia, mas como na Fórmula 1, é muito provável que as companhias arranjem um jeito de contorná-lo".
As novas regulamentações estipulam que os anúncios de cerveja não podem associar seu consumo ao sucesso social, esportivo e individual. Ao mesmo tempo, não é permitido que a cerveja seja mostrada como uma bebida que mata a sede ou que seja boa para a saúde, regras que Band acredita sejam especialmente direcionadas para o mercado russo. "Na Rússia, onde o que predomina é a tradição do consumo de vodka em grandes quantidades, existe uma percepção geral de que beber cerveja seja uma alternativa mais saudável. A cerveja é considerada menos prejudicial para a saúde do que os destilados".
Propagandas de cerveja serão banidas também de revistas de saúde, meio ambiente e educação, e qualquer outdoor não pode ser colocado a menos de 100 metros ou dentro do campo de visão de instituições educacionais, hospitais, centros culturais e complexos esportivos. Em acréscimo a estas restrições, qualquer anúncio de cerveja deve conter uma mensagem governamental avisando sobre os riscos para a saúde decorrentes do consumo de álcool e que estes avisos deverão ocupar pelo menos 10% do tamanho do espaço da propaganda.
Mas apesar do aparente rigor das novas medidas, Band acredita que as novas leis não terão nenhum impacto significativo no crescimento futuro das industrias de cerveja. "O fato de a cerveja já ser vista como mais saudável do que a vodka significa que a substituição do consumo de destilados pela cerveja irá continuar no futuro. Atualmente o consumo anual de cerveja por pessoa na Rússia é de 51 litros, enquanto que no Reino Unido é de 90 litros. Considerando esta potencialidade e as percepções dos consumidores russos, eu não acredito que estas novas limitações à propaganda de cerveja irão afetar intensamente o crescimento futuro da industria de cerveja".


Esse texto está em http://www.cisa.org.br/categoria.html?FhIdTexto=995feee3d0105bac4255c72028bd9fff&ret=&

PROPAGANDAS

Esse post é repetição do ano passado. Portanto, deve haver propagandas sobre o mesmo assunto, mais novas do que estas. Quem achar, envie o link. Vale um pontinho na mensal.


Quem tiver tempo, dê uma olhada nestas propagandas:

Avonhttp://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0029?data=2008/01


CCAAhttp://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0036?data=2008/01


Uniplachttp://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/01/0033/?data=2008/04


C4 Pallashttp://www.portaldapropaganda.com/vitrine/tvportal/2008/03/0036?data=2008/03

Valendo o comentário de uma das questões da prova: o que elas têm em comum?

segunda-feira, 9 de março de 2009

Um método alternativo para a contagem dos grãos de arroz


Estão vendo este quadriculado?

É um pedaço de "quadriculado pedagógico", aquele papel que as crianças do primário usam para aprender uma porção de coisas. Ai, que tempo bom!


Cada quadrinho tem 1 cm de lado. Espalhe grãos de arroz de modo a cobrir toda a área do quadriculado. Anote o número de grãos e a área do quadriculado.


Espalhe agora o conteúdo do copo em um quadriculado maior, e anote a área necessária.


Agora determine a quantidade de grãos do copo usando uma proporção.
A pergunta é a seguinte: O QUE estamos fazendo, que é igual ao que fizemos anteriormente para determinar os grãos do copo?
Que erros podem ser introduzidos na contagem por esse método?

DEUS É PAI!

Finalmente, conseguimos as descrições dos procedimentos de contagem. Aí vão elas:

19 fev Gabriela, Pily, Dora, Anabel.

A atividade era contar quantos grãos de arroz tinham no total dentro de um copo.
Cada uma das integrantes do grupo despejaram um pouco de grãos sobre a mesa e contaram de dez em dez ( fazendo montinhos ) . Enchemos um copo menor, com 1800 grãos de arroz, e colocamos no copo maior .
Sabemos a capacidade de um copo pequeno, então , enchemos várias vezes até acabar os grãos , mas sobrou alguns que não enchiam o copo menor , então contamos os que sobraram .
Fizemos 1800 x a quantidade de copinhos menores que enchemos ( 4 ) e deu 7200 , maais (sic) os outros grãos de arroz que sobraram . Chegamos a um total de 7312 grãos de arroz .

02 mar Luiz Felipe, Gabriel e Mateus
Começamos contando individualmente grão por grão, mas logo vimos q não iriamos terminar de contar a tempo, então surgio (sic) 2 ideias:
-como ja tinhamos contado metade do arroz do copo poderiamos multiplicar isso por dois e chegar ao resutado (sic) .
-e descobrir quantos grãos cambem em um copinho e ir despejando no copão ate enche-lo.
logo vimos q a primeira ideia não iria dar certo pois a circunferencia do copo n era sempre a mesma.
logo partimos para a segunda ideia, e com ela conseguimos preencher o copo com o arroz e ter uma boa media de quantos grão tinham no copo.

04 mar João Vitor, Leonardo, Caio, Lucas Miller

Contamos uma certa quantidade de arroz( a que corresponde a um copinho)
e fomos colocando até encher o copo grande, porém ainda sobrou um pouco de espaço
que não cabia outro copo, então contamos 100 grãos de arroz no copinho fizemos uma marca e fomos agrecentando (sic) até encher. Com os grãos quebrados, 2 quebrados correspondiam a 1 inteiro.

05 mar Ana Carolina, Thais Tavares, Maria Isabel, Lucas Brancucci.
Contamos 400 grãos e colocamos dentro do copo pequeno.
Através dessa proporção, fomos adicionando os outros grãos ao copo grande e somando tudo.
Porém, como esse trabalho dava apenas para um intregante (sic) do grupo, o resto do grupo optou por continuar contando os grãos sem a ajuda da proporção.


Muito obrigada.

Agora vamos trabalhar. Com estas informações, fizemos hoje (dia 9 de março) a discussão de cada método, com as respectivas vantagens e desvantagens. Nossa tarefa será encontrar, agora, a melhor estratégia para essa atividade, que parece simples, mas não é.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SOBRE A ATIVIDADE DE 12FEV2009

Bem. A proposta da atividade era determinar o número de grãos de arroz em um copo. Fizemos quatro grupos de quatro componentes cada; cada grupo recebeu um copo cm arroz e mais tr~es copos vazios.
Chegamos aos seguintes resultados:

Um grupo - 8350 grãos
Outro grupo - 6580 grãos.

Dois grupos não terminaram a contagem.

Durante a atividade, surgiram várias questões interessantes:

a) mas é para contar, mesmo?
b) e se eu contar os grãos em um único copinho, e aí fazer a proporção?
c) grãozinho quebrado também conta como grão de arroz?

Minhas respostas:
a) eu não disse que era para contar, disse que era para determinar a quantidade de grãos no copinho!

b) a contagem dos grãos de um copinho e a posterior proporção teria sido uma boa idéia; para quem fez isso eu colocaria a seguinte pergunta: como foi feita essa proporção?

c) a questão de se contar 'coisas que não são grãos' como 'grãos de arroz' dependeria de se ter feito uma combinação prévia: já que temos mais de uma equipe fazendo a mesma coisa e aí vamos comparar os resultados, é natural que tenhamos que adotar os mesmos critérios. Lembrem-se: estamos contando os grãos em um copo para saber a massa de um grão de arroz, certo?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Feliz 2009!


Seja benvindo, você que chegou ao 9° ano. Fique à vontade, dê uma olhada nos posts anteriores e aproveite para ver a capa dda nossa apostila.
Que figuras e personagens são estas? Anote todas que descobrir, e vamos discuti-las na aula do dia 16.