A APRESENTAÇÃO
A) TEMPO
Cada grupo terá, para apresentação do conteúdo desenvolvido, um total de 20 minutos. Poderão apresentar em menos tempo, mas nunca poderão avançar no limite de 30 minutos. A apresentação deve começar em até 5 minutos a contar do início da aula, depois do que o tempo de 30 minutos começa a ser contado. Serão reservados 5minutos para perguntas da classe.
B) FORMATO
Livre – usem a criatividade para expor o que sabem, com os recursos que a escola proporciona. Apresentações orais com cartazes, apresentações orais com power point, filmetes, maquetes, protótipos, simulações – todos esses formatos já foram utilizados em anos anteriores, com grande êxito. O que importa é escolher um formato que facilite a exposição do conteúdo. Lembro a vocês que, durante a apresentação, sempre podemos contar com uma folha de papel para ajudar a lembrar os ítens essencias, mas a leitura do trabalho não se configura num trabalho propriamente dito. A apresentação deve conter, obrigatoriamente, os tópicos que foram citados na proposta de cada trabalho, e que se encontram no blog do curso. A avaliação se fará com base nesses tópicos, ou seja: no tempo destinado, pode haver mais, mas não menos do que o que foi pedido.
Vale ressaltar três aspectos:
a) meios eletrônicos e respectivos ambientes, tais como o vídeo, o datashow, sala de informática e a sala de vídeo devem ser reservados; arquivos devem ser testados previamente para que não haja surpresas
b) protótipos e maquetes da escola podem ser usados sem problema pelos grupos, contanto que sejam testados antes e devolvidos ao destino adequadamente depois.
c) pelo que foi explicado nos itens a) e b), não haverá tempo suplementar nem remarcação de data para reapresentação, por qualquer motivo: o tempo de preparação é bastante grande, mas as apresentações devem se dar em um prazo bastante apertado! Alunos que faltarem à apresentação serão avaliados em provas substitutivas sobre seus respectivos assuntos.
A AVALIAÇÃO
Conforme já conversamos em classe, a nota da prova trimestral será uma combinação de duas notas.
SEMINÀRIO – a nota de zero a dez que será atribuída ao grupo, como um todo, como resultado da apresentação adequada, igualmente distribuída entre os participantes, tanto na apresentação quanto na resposta aos colegas no momento em que se abrirem as perguntas para a classe.
Faz parte dessa nota a entrega do trabalho em arquivo eletrônico e a devolução dos trabalhos de anos anteriores que serão emprestados para consulta e referência. Estas entregas e devoluçõe devem acontecer no momento da apresentação. Atrasos descontam pontos desta nota.
Sobre o trabalho em arquivo, é obrigatório apresentar referências bibliográficas e/ou eletrônicas, na seguinte proporção: até 75% de referências que constem de trabalhos de anos anteriores e no mínimo 25% de referências novas, pesquisadas e encontradas pelo grupo para o trabalho deste ano. O motivo desta obrigatoriedade é que o assunto energia vem sendo renovado a cada instante, e sempre há novas referências e novidades aparecendo. O mesmo vale para Revolução Industrial.
Não haverá notas individuais, haverá notas para o grupo. Um grupo nota dez é o grupo bem articulado, em que todos se ajudam no momento da apresentação e todos respondem perguntas. Não adianta um fazer todo o trabalho e o outro apenas fazer a capa: se o trabalho é desequilibrado, a nota refletirá este desequilíbrio. Aguardem a publicação do critério detalhado para a avaliação do seminário.
ATUAÇÃO – é a nota de zero a dez que será atribuída a cada aluno pela sua participação no Ciclo de Seminários. Espera-se que um aluno de final de ensino fundamental seja capaz de adquirir conhecimento através de apresentações que não são ‘auals’ formais; a apropriação desse conhecimento se faz através de atenção, conduta adequada, elaboração de perguntas durante a discussão, gentileza e educação quanto ao trato com os colegas, antes, durante e depois de cada apresentação. Bem, eu estarei avaliando tudo isso. Alunos que faltarem a apresentações de outros grupos terão um pequeno questionário para preencher, sobre o assunto. Conforme o que já combinamos anteriormente, não serão toleradas conversas durante os seminários, ou qualquer outra atitude que venha a perturbar a concentração da classe. Não tolerar significa ser colocado para fora da sala, e isso zera a nota de atuação. Aguardem a publicação do critério detalhado para a avaliação da atuação.
NOTA DA PROVA TRIMESTRAL = raiz quadrada do produto (SEMINÁRIO x ATUAÇÃO).
Já conversamos em sala as características desta nota, não é? Por causa destas características, essas notas só serão publicadas depois do último seminário.
Bem. Para o momento era isso. As próximas atrações serão: a entrega dos trabalhos de anos anteriores para referência, e o detalhamento dos trabalhos, individualmente com cada grupo. Até mais!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
No início, a Igreja era um grupo de homens e mulheres centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou até Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa, e tornou-se uma cultura. E finalmente, chegou à América,e tornou-se business.”
(Richardson Halverson, capelão do Senado americano)
(Richardson Halverson, capelão do Senado americano)
Novidades em Leptons e Quarks
Primeio, o link para o you tube com o Rap do Acelerador de partíclas do CERN, que começou a funcionar hoje:
http://www.youtube.com/watch?v=j50ZssEojtM
Presentinho nerd:Partículas atômicas de pelúcia! Agora as namoradas dos físicos vão saber o que comprar para o dia dos namorados.
O endereço da lojinha....
http://www.particlezoo.net/
http://www.youtube.com/watch?v=j50ZssEojtM
Presentinho nerd:Partículas atômicas de pelúcia! Agora as namoradas dos físicos vão saber o que comprar para o dia dos namorados.
O endereço da lojinha....
http://www.particlezoo.net/
sábado, 6 de setembro de 2008
DETALHES SOBRE O CICLO DE SEMINÁRIOS SOBRE ENERGIA - 2008
Aí vão, meninos, os detalhes de cada seminário. Depois eu posto as referências iniciais.
Grupo 1 – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
2 ALUNOS
O ideal é ser desenvolvido juntamente com o conteúdo de História.
Dar a situação da Europa e da América na época
Discutir as duas máquinas (Newcombe e Joule)
Impactos ambientais e sociais
Mais-valia
Grupo 2 – MOTORES E COMBUSTÍVEIS
3 ALUNOS
O motor Otto – Motores de combustão interna
A fábrica Daimler-Benz
Motores de dois e quatro tempos
Combustíveis – equações de queima; diferenças (limitar-se à discussão do combustível pronto; a produção de cada um será discutida em seminários específicos)
O modelo de desenvolvimento escolhido para o Brasil
Impactos ambientais
Grupo 3 – PETRÓLEO
3 ALUNOS
Origem e tipos de petróleo
Prospecção
Produção e refino
Derivados do petróleo (não deixar de citar combustíveis, lubrificantes, matérias primas para a indústria química, farmacêutica, cosméticos)
Petrobras
Grupo 4 – BIOMASSA
3 ALUNOS
O ciclo do carbono e o efeito estufa
O que é energia renovável
O que é biomassa
Biocombústíveis: etanol, biodiesel, bagaço de cana
O mercado de carbono
Grupo 5 – PILHAS DE COMBUSTÍVEL
2 ALUNOS
A eletrólise da água
O que é um combustível limpo?
Veículos movidos a hidrogênio
Pilhas de etanol
Grupo 6 – ENERGIA DE MARÉS E ENERGIA GEOTÉRMICA
2 ALUNOS
Para cada modalidade de energia: Origem, Aproveitamento, Locais, Cogeração
Grupo 7 – ENERGIA EÓLICA
2 ALUNOS
Histórico
Origem
Aproveitamento
O mapa de ventos do Brasil
Locais – Fazendas eólicas
Cogeração
Impactos ambientais
Grupo 8 – HIDRELÉTRICAS
3 ALUNOS
Em que consiste a energia hidrelétrica?
O parque hidrelétrico brasileiro
Esquema de funcionamento de uma usina
Turbinas e eclusas
Impactos ambientais
Comparar duas hidrelétricas (uma brasileira, outra estrangeira)
Grupo 9 – O EFEITO FOTOELÉTRICO
3 ALUNOS
A evolução da idéia de átomo (Dalton, enfatizar o modelo Rutherford-Bohr, modelo quântico)
O que é o efeitofotoelétrico
A função de trabalho e o potencial de corte
Diferença entre o efeito fotoelétrico e o efeito fotovoltaico
Aplicações
Albert Einstein
Grupo 10 – ENERGIA SOLAR
3 ALUNOS
Evolução estelar e o “combustível” termonuclear(não é preciso entrar em reações nucleares, o tema será detalhado em seminário específico)
As duas modalidades de energia solar: luz e calor – aproveitamentos
Locais
Dispositivos de aproveitamento: as células fotoelétricas e os coletores solares
Impactos
Grupo 11 – PROCESSOS NUCLEARES
3 ALUNOS
Retomando o modelo de Rutherford
E o núcleo?
A descoberta de Henri Becquerel e as experiências do casal Curie
Fissão e fusão nuclear – diferenças
Reatores
O caso da França
Caso entrem História e/ou Geografia:
O caso da Índia
O caso do Irã e do Afeganistão
A equivalência massa-energia
Reatores
Impactos
Grupo 12 – A MATRIZ ENERGÉTICA NACIONAL
2 ALUNOS
Toda a informação encontra-se no site do Ministério das Minas e Energia, na página do BEN(Balanço de Energia Útil), http://www.mme.gov.br/programs_display.do?chn=8625
O que é uma matriz energética
Nossa matriz energética
Tonelada equivalente de petróleo
A estrutura do Balanço de Energia Útil
O que é energia primária
O que é energia secundária
Gráficos de oferta interna de energia , por setor e no tempo
Grupo 1 – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
2 ALUNOS
O ideal é ser desenvolvido juntamente com o conteúdo de História.
Dar a situação da Europa e da América na época
Discutir as duas máquinas (Newcombe e Joule)
Impactos ambientais e sociais
Mais-valia
Grupo 2 – MOTORES E COMBUSTÍVEIS
3 ALUNOS
O motor Otto – Motores de combustão interna
A fábrica Daimler-Benz
Motores de dois e quatro tempos
Combustíveis – equações de queima; diferenças (limitar-se à discussão do combustível pronto; a produção de cada um será discutida em seminários específicos)
O modelo de desenvolvimento escolhido para o Brasil
Impactos ambientais
Grupo 3 – PETRÓLEO
3 ALUNOS
Origem e tipos de petróleo
Prospecção
Produção e refino
Derivados do petróleo (não deixar de citar combustíveis, lubrificantes, matérias primas para a indústria química, farmacêutica, cosméticos)
Petrobras
Grupo 4 – BIOMASSA
3 ALUNOS
O ciclo do carbono e o efeito estufa
O que é energia renovável
O que é biomassa
Biocombústíveis: etanol, biodiesel, bagaço de cana
O mercado de carbono
Grupo 5 – PILHAS DE COMBUSTÍVEL
2 ALUNOS
A eletrólise da água
O que é um combustível limpo?
Veículos movidos a hidrogênio
Pilhas de etanol
Grupo 6 – ENERGIA DE MARÉS E ENERGIA GEOTÉRMICA
2 ALUNOS
Para cada modalidade de energia: Origem, Aproveitamento, Locais, Cogeração
Grupo 7 – ENERGIA EÓLICA
2 ALUNOS
Histórico
Origem
Aproveitamento
O mapa de ventos do Brasil
Locais – Fazendas eólicas
Cogeração
Impactos ambientais
Grupo 8 – HIDRELÉTRICAS
3 ALUNOS
Em que consiste a energia hidrelétrica?
O parque hidrelétrico brasileiro
Esquema de funcionamento de uma usina
Turbinas e eclusas
Impactos ambientais
Comparar duas hidrelétricas (uma brasileira, outra estrangeira)
Grupo 9 – O EFEITO FOTOELÉTRICO
3 ALUNOS
A evolução da idéia de átomo (Dalton, enfatizar o modelo Rutherford-Bohr, modelo quântico)
O que é o efeitofotoelétrico
A função de trabalho e o potencial de corte
Diferença entre o efeito fotoelétrico e o efeito fotovoltaico
Aplicações
Albert Einstein
Grupo 10 – ENERGIA SOLAR
3 ALUNOS
Evolução estelar e o “combustível” termonuclear(não é preciso entrar em reações nucleares, o tema será detalhado em seminário específico)
As duas modalidades de energia solar: luz e calor – aproveitamentos
Locais
Dispositivos de aproveitamento: as células fotoelétricas e os coletores solares
Impactos
Grupo 11 – PROCESSOS NUCLEARES
3 ALUNOS
Retomando o modelo de Rutherford
E o núcleo?
A descoberta de Henri Becquerel e as experiências do casal Curie
Fissão e fusão nuclear – diferenças
Reatores
O caso da França
Caso entrem História e/ou Geografia:
O caso da Índia
O caso do Irã e do Afeganistão
A equivalência massa-energia
Reatores
Impactos
Grupo 12 – A MATRIZ ENERGÉTICA NACIONAL
2 ALUNOS
Toda a informação encontra-se no site do Ministério das Minas e Energia, na página do BEN(Balanço de Energia Útil), http://www.mme.gov.br/programs_display.do?chn=8625
O que é uma matriz energética
Nossa matriz energética
Tonelada equivalente de petróleo
A estrutura do Balanço de Energia Útil
O que é energia primária
O que é energia secundária
Gráficos de oferta interna de energia , por setor e no tempo
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Aproxima-se a hora da grande colisão
Em que você está pensando: no próximo confronto nas urnas? em Marte caindo no nosso horizonte? Bem, pelo hoaxes da última semana, que indicavam um tamanho do planeta vermelho maior que a Lua, bem , não seria de se estranhar ...
Mas o que está para acontecer de verdade é o início do funcionamento de um grande acelerador de partículas! Dedico este post aí para os nossos bravos seminaristas de Processos Nucleares!
Milhares de cientistas aguardam o acionamento na próxima quarta-feira do grande acelerador europeu de partículas, o LHC
Alicia Rivera
Em Madri
Imagine um experimento científico que usa uma quantidade de cabos (dez vezes mais finos que um cabelo humano) suficiente para cobrir cinco vezes com folga a distância da Terra ao Sol; que um de seus detectores é maior que a Catedral de Notre-Dame em Paris e que outro tem um sistema de ímãs com mais ferro (10 mil toneladas) que a Torre Eiffel. Tudo isso está montado em um túnel circular de 27 quilômetros que as partículas elementares dos experimentos percorrerão mais de 11 mil vezes por segundo. Quando se chocarem em quatro pontos de colisão, as partículas se desintegrarão e criarão outras novas jamais produzidas até agora artificialmente, em condições controladas de laboratório. Os físicos que estudam os componentes fundamentais da matéria estão entusiasmados e impacientes para começar a trabalhar com esse experimento colossal.

Cientista trabalha em Genebra, na Suiça, com o acelerador de partículas LHC
Chama-se Grande Colisor de Hádrons (LHC na sigla em inglês) e vai estrear dentro de uma semana no Laboratório Europeu de Física de Partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), perto de Genebra, Suíça. Ali, a cerca de 100 metros de profundidade, no túnel do acelerador, físicos e engenheiros de todo o mundo trabalham para acabar tudo a tempo e injetar os primeiros feixes de partículas no LHC em 10 de setembro e comprovar - como esperam - que tudo funciona. É um acelerador único, baseado em tecnologias de vanguarda desenvolvidas para sua própria existência, mas que repercutirão em outras aplicações. Sua construção foi decidida em 1994 e especialistas de mais de 80 países participam do projeto, cujo custo beira os 6 bilhões de euros.
O projeto, a construção e a montagem dessa máquina científica representam tantos desafios que é difícil destacar os mais interessantes. Um exemplo: o LHC exige tal precisão em todos os seus componentes que o efeito de maré da Lua sobre o terreno na região de Genebra precisa ser descontado; esse efeito provoca uma variação de 1 mm no perímetro de 27 km do acelerador, gerando variações na energia dos feixes, por isso os físicos terão de levar em conta a influência lunar em seus dados.
"Estamos terminando uma maratona com uma corrida acelerada", diz Lyn Evans, diretor do LHC. "Foi um longo percurso e agora todos desejamos implementar o programa de pesquisa do LHC." O acionamento de uma máquina dessas não se concretiza em um momento, apertando um botão, insiste Evans. Há meses foram sendo completados e testados os oito setores que formam a circunferência do acelerador, integrada por mais de 1.500 grandes ímãs supercondutores, conectados em fila para acelerar e conduzir os feixes das partículas que circularão no interior, em um tubo de alto vácuo. Além disso, foi preciso esfriar tudo a 271 graus Celsius negativos (temperatura exigida pelos ímãs supercondutores).
Os quatro grandes detectores dos choques de partículas (CMS, Atlas, LHCb e Alice), semelhantes e complementares, também deverão estar prontos em uma semana, e algum ainda tem uma agenda de tarefas bastante densa.
A melhora que representa o LHC em relação ao mais poderoso acelerador atual, o Tevatron (no Fermilab, em Chicago), é espetacular: o europeu vai gerar colisões de partículas de potência sete vezes superior a qualquer acelerador anterior, e quando alcançar sua potência máxima prevista, por volta de 2010, será 30 vezes superior.
"Nos EUA a física de partículas está em fase de transição", diz Elisabeth Clemens na revista especializada "Symmetry". "Em um ou dois anos o Tevatron, o acelerador de maior energia do mundo, será fechado e a fronteira se deslocará para a Suíça, onde o LHC está prestes a começar. Mais de 1.200 cientistas americanos colaboram em seus experimentos."
O que os físicos querem ver com esse laboratório gigantesco? "Adolfo Suárez dizia aquilo de 'posso prometer e prometo '; nós, cientistas, não podemos falar assim. É a natureza quem decide, e se a pesquisamos é porque não sabemos as respostas!", diz Álvaro de Rújula, físico teórico do Cern. "Além disso, não descobrir nada do que suspeitamos (especialmente o bóson de Higgs, que, caso exista, deverá ser encontrado no LHC) seria uma descoberta fantástica, embora possa parecer estranho que não descobrir seja um sucesso."
A busca desse bóson de Higgs se transformou na bandeira do LHC. "As partículas elementares conhecidas são vibrações no vazio, a partícula de Higgs seria uma vibração do vazio", explica De Rújula. "O vazio do universo, nós acreditamos, não é o nada, é uma substância e pode vibrar, e a interação do vazio com as demais partículas (uma espécie de atrito) seria o que gera suas diferentes massas."
Além disso, os físicos - milhares deles participam diretamente do LHC - também desejam que dessas colisões de partículas surjam coisas novas e inesperadas, talvez o autêntico sal da ciência.
Se tudo correr bem no dia 10 o LHC entrará em uma fase completamente nova, mas isso não significa que as descobertas vão surgir dos detectores no dia 11. "Agora os detectores estão tomando dados sem que o acelerador funcione: captamos raios cósmicos e sinais de ruído. A partir do dia 10 tiraremos dados dos prótons (as partículas dos feixes do acelerador) que circulam pelo LHC", explica o físico espanhol Guillermo Gómez Ceballos, que trabalha no CMS. "Mais à frente, em novembro, começaremos a tirar dados das colisões de partículas, mas com uma energia menor que a prevista, e finalmente dentro de alguns meses teremos a energia nominal do LHC."
Está previsto que o acelerador comece a funcionar com uma energia de 0,9 teraletronvolts (TeV) por feixe. "A energia irá subindo aos poucos até alcançar os 5 TeV por feixe; queremos que seja o quanto antes, mas sem assumir riscos demais", afirma Enrique Fernández, diretor do Comitê de Política Científica do Cern.
Será preciso tirar muitos dados antes de encontrar o Higgs. Em cada um dos dois feixes que circularão em sentido contrário pelo LHC as partículas andam em pacotes - cerca de 3 mil por feixe -, com 100 bilhões de partículas por pacote. Os feixes se cruzarão 30 milhões de vezes por segundo, gerando cerca de 600 milhões de colisões por segundo.
Parece muita informação, mas a coisa é complexa. Jesús Puerta Pelayo, físico do CMS, explica: "Os acontecimentos que queremos estudar são extremamente raros, e por isso precisamos de uma grande quantidade de colisões. É como se em uma roleta com bilhões de números quiséssemos analisar em detalhe como se comporta a bola ao cair no número 10; para conseguir alguns dez teremos de lançar a roleta muitos bilhões de vezes". O jogo científico do LHC deve começar na próxima quarta-feira.
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/09/04/ult581u2771.jhtm
Mas o que está para acontecer de verdade é o início do funcionamento de um grande acelerador de partículas! Dedico este post aí para os nossos bravos seminaristas de Processos Nucleares!
Milhares de cientistas aguardam o acionamento na próxima quarta-feira do grande acelerador europeu de partículas, o LHC
Alicia Rivera
Em Madri
Imagine um experimento científico que usa uma quantidade de cabos (dez vezes mais finos que um cabelo humano) suficiente para cobrir cinco vezes com folga a distância da Terra ao Sol; que um de seus detectores é maior que a Catedral de Notre-Dame em Paris e que outro tem um sistema de ímãs com mais ferro (10 mil toneladas) que a Torre Eiffel. Tudo isso está montado em um túnel circular de 27 quilômetros que as partículas elementares dos experimentos percorrerão mais de 11 mil vezes por segundo. Quando se chocarem em quatro pontos de colisão, as partículas se desintegrarão e criarão outras novas jamais produzidas até agora artificialmente, em condições controladas de laboratório. Os físicos que estudam os componentes fundamentais da matéria estão entusiasmados e impacientes para começar a trabalhar com esse experimento colossal.

Cientista trabalha em Genebra, na Suiça, com o acelerador de partículas LHC
Chama-se Grande Colisor de Hádrons (LHC na sigla em inglês) e vai estrear dentro de uma semana no Laboratório Europeu de Física de Partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), perto de Genebra, Suíça. Ali, a cerca de 100 metros de profundidade, no túnel do acelerador, físicos e engenheiros de todo o mundo trabalham para acabar tudo a tempo e injetar os primeiros feixes de partículas no LHC em 10 de setembro e comprovar - como esperam - que tudo funciona. É um acelerador único, baseado em tecnologias de vanguarda desenvolvidas para sua própria existência, mas que repercutirão em outras aplicações. Sua construção foi decidida em 1994 e especialistas de mais de 80 países participam do projeto, cujo custo beira os 6 bilhões de euros.
O projeto, a construção e a montagem dessa máquina científica representam tantos desafios que é difícil destacar os mais interessantes. Um exemplo: o LHC exige tal precisão em todos os seus componentes que o efeito de maré da Lua sobre o terreno na região de Genebra precisa ser descontado; esse efeito provoca uma variação de 1 mm no perímetro de 27 km do acelerador, gerando variações na energia dos feixes, por isso os físicos terão de levar em conta a influência lunar em seus dados.
"Estamos terminando uma maratona com uma corrida acelerada", diz Lyn Evans, diretor do LHC. "Foi um longo percurso e agora todos desejamos implementar o programa de pesquisa do LHC." O acionamento de uma máquina dessas não se concretiza em um momento, apertando um botão, insiste Evans. Há meses foram sendo completados e testados os oito setores que formam a circunferência do acelerador, integrada por mais de 1.500 grandes ímãs supercondutores, conectados em fila para acelerar e conduzir os feixes das partículas que circularão no interior, em um tubo de alto vácuo. Além disso, foi preciso esfriar tudo a 271 graus Celsius negativos (temperatura exigida pelos ímãs supercondutores).
Os quatro grandes detectores dos choques de partículas (CMS, Atlas, LHCb e Alice), semelhantes e complementares, também deverão estar prontos em uma semana, e algum ainda tem uma agenda de tarefas bastante densa.
A melhora que representa o LHC em relação ao mais poderoso acelerador atual, o Tevatron (no Fermilab, em Chicago), é espetacular: o europeu vai gerar colisões de partículas de potência sete vezes superior a qualquer acelerador anterior, e quando alcançar sua potência máxima prevista, por volta de 2010, será 30 vezes superior.
"Nos EUA a física de partículas está em fase de transição", diz Elisabeth Clemens na revista especializada "Symmetry". "Em um ou dois anos o Tevatron, o acelerador de maior energia do mundo, será fechado e a fronteira se deslocará para a Suíça, onde o LHC está prestes a começar. Mais de 1.200 cientistas americanos colaboram em seus experimentos."
O que os físicos querem ver com esse laboratório gigantesco? "Adolfo Suárez dizia aquilo de 'posso prometer e prometo '; nós, cientistas, não podemos falar assim. É a natureza quem decide, e se a pesquisamos é porque não sabemos as respostas!", diz Álvaro de Rújula, físico teórico do Cern. "Além disso, não descobrir nada do que suspeitamos (especialmente o bóson de Higgs, que, caso exista, deverá ser encontrado no LHC) seria uma descoberta fantástica, embora possa parecer estranho que não descobrir seja um sucesso."
A busca desse bóson de Higgs se transformou na bandeira do LHC. "As partículas elementares conhecidas são vibrações no vazio, a partícula de Higgs seria uma vibração do vazio", explica De Rújula. "O vazio do universo, nós acreditamos, não é o nada, é uma substância e pode vibrar, e a interação do vazio com as demais partículas (uma espécie de atrito) seria o que gera suas diferentes massas."
Além disso, os físicos - milhares deles participam diretamente do LHC - também desejam que dessas colisões de partículas surjam coisas novas e inesperadas, talvez o autêntico sal da ciência.
Se tudo correr bem no dia 10 o LHC entrará em uma fase completamente nova, mas isso não significa que as descobertas vão surgir dos detectores no dia 11. "Agora os detectores estão tomando dados sem que o acelerador funcione: captamos raios cósmicos e sinais de ruído. A partir do dia 10 tiraremos dados dos prótons (as partículas dos feixes do acelerador) que circulam pelo LHC", explica o físico espanhol Guillermo Gómez Ceballos, que trabalha no CMS. "Mais à frente, em novembro, começaremos a tirar dados das colisões de partículas, mas com uma energia menor que a prevista, e finalmente dentro de alguns meses teremos a energia nominal do LHC."
Está previsto que o acelerador comece a funcionar com uma energia de 0,9 teraletronvolts (TeV) por feixe. "A energia irá subindo aos poucos até alcançar os 5 TeV por feixe; queremos que seja o quanto antes, mas sem assumir riscos demais", afirma Enrique Fernández, diretor do Comitê de Política Científica do Cern.
Será preciso tirar muitos dados antes de encontrar o Higgs. Em cada um dos dois feixes que circularão em sentido contrário pelo LHC as partículas andam em pacotes - cerca de 3 mil por feixe -, com 100 bilhões de partículas por pacote. Os feixes se cruzarão 30 milhões de vezes por segundo, gerando cerca de 600 milhões de colisões por segundo.
Parece muita informação, mas a coisa é complexa. Jesús Puerta Pelayo, físico do CMS, explica: "Os acontecimentos que queremos estudar são extremamente raros, e por isso precisamos de uma grande quantidade de colisões. É como se em uma roleta com bilhões de números quiséssemos analisar em detalhe como se comporta a bola ao cair no número 10; para conseguir alguns dez teremos de lançar a roleta muitos bilhões de vezes". O jogo científico do LHC deve começar na próxima quarta-feira.
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/09/04/ult581u2771.jhtm
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
ORIENTAÇÃO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE
Pessoal, recebi um email da Helena. Ela me disse que o link para o filmete do YouTube não estava funcionando. Como eu já havia prometido que publicaria todo o conteúdo da recuperação, então lá vai ...
Vamos rever
Nesse longo trimestre, passeamos por vários conceitos e aprendemos a utilizar ferramentas muito importantes na atividade científica.
Aprendemos a fazer HISTOGRAMAS, um dos assuntos do TEMA 2. A prova mensal (e a sub) abordou a construção e interpretação de tabelas e histogramas.
O assunto da prova trimestral foi NOTAÇÃO CIENTÍFICA, ESTIMATIVAS, ORDENS DE GRANDEZA, assuntos do TEMA 4. Vimos como devemos trabalhar com os resultados de uma medição, como avaliar quantidades e trabalhar com números com muitos algarismos.
Vamos ver mais algumas atividades sobre esses assuntos!
1. Assista este filmete do You Tube: http://br.youtube.com/watch?v=rL1oU6fH25w
Não precisa copiar o link: clique aí em cima que já está funcionando.
Bonito, não? Agora, responda:
a) o que é esse albedo, a que a música se refere?
b) o que representam todos esses números recitados pelo locutor?
c) agora, a mão na massa: tome alguns desses valores e transforme-os em unidades do Sistema Internacional (SI). Dê os resultados em notação científica, com apenas três algarismos significativos.
Para você não dizer que é muito difícil, vou fazer um aqui pra você:

Entendeu tudinho? Então ótimo. Já vou fazer a tabela para você preencher; as células da tabela correspondentes à conversão da orbital eccentricity, obliquity of the ecliptic e oblateness não têm conversão para o SI (depois eu explico o motivo), mas vocês precisam descobrir o que significam:


2. Ainda sobre os assuntos cobrados na prova trimestral, que tal responder à perguntinha que eu postei no nosso blog?
3. (Um teste) Boa parte da água utilizada nas mais diversas atividades humanas não retorna ao ambiente com qualidade para ser novamente consumida. O gráfico mostra alguns dados sobre esse fato, em termos dos setores de consumo.
Consumo e restituição de água no mundo(em bilhões de m³ / ano)

Fonte: Adaptado de MARGAT, Jean-François. A água ameaçada pelas atividades humanas. In WIKOWSKI, N. (Coord).
Ciência e tecnologia hoje. São Paulo: Ensaio, 1994.
Com base nesses dados, é possível afirmar que
(A) mais da metade da água usada não é devolvida ao ciclo hidrológico.
(B) as atividades industriais são as maiores poluidoras de água.
(C) mais da metade da água restituída sem qualidade para o consumo contém algum teor de agrotóxico ou adubo.
(D) cerca de um terço do total da água restituída sem qualidade é proveniente das atividades energéticas.
(E) o consumo doméstico, dentre as atividades humanas, é o que mais consome e repõe água com qualidade.
4. Na tabela abaixo estão relacionados a área da base, a altura e o volume de 4 tipos de caixas d’água produzidas pela empresa “Caixas d’água Dengão”:
(Dado: densidade da água = 10.000kg/m³)

Analise CUIDADOSAMENTE a tabela acima e responda, com base nas informações obtidas dessa análise :
a) Existe alguma relação de proporcionalidade entre as grandezas V, B e H? Se existir, formule uma equação que relacione as três grandezas e que satisfaça os valores da tabela acima.
b) A empresa em questão ainda produz um quinto tipo de caixa d’água. Qual o valor da área da base dessa caixa d’água (em m2), sabendo-se que seu volume é V = 10.000L e sua altura é H = 10m?
c) Quanto pesa a água da caixa de tipo 4, quando ela se encontra 75% cheia?
5. Considere o volume de uma gota como 5,0×10-²mL. A ordem de grandeza do número de gotas em um litro de água é:
a) 10³ b) 105 c) 10² d) 104 e) 106
6. A medida da espessura de uma folha de papel, realizada com um micrômetro, é de 0,0107 cm. O número de algarismos significativos dessa medida é igual a:
a) 2 b) 3 c) 4 d) 5
7. Um campista planeja uma viagem, no seu carro, para acampar em uma cidade situada a 660,0km de Florianópolis. Para tal, considera os seguintes fatos:

Conhecendo o problema do motorista campista, determine:
a) o tempo (em horas) que ele calculou gastar no percurso;
b) o horário de partida de Florianópolis, para chegar no seu destino às 17,0 h.
8. Último: faça o problema 59 da página 60. É necessário copiá-lo TODO aqui. Inclusive o gráfico!
Vamos rever
Nesse longo trimestre, passeamos por vários conceitos e aprendemos a utilizar ferramentas muito importantes na atividade científica.
Aprendemos a fazer HISTOGRAMAS, um dos assuntos do TEMA 2. A prova mensal (e a sub) abordou a construção e interpretação de tabelas e histogramas.
O assunto da prova trimestral foi NOTAÇÃO CIENTÍFICA, ESTIMATIVAS, ORDENS DE GRANDEZA, assuntos do TEMA 4. Vimos como devemos trabalhar com os resultados de uma medição, como avaliar quantidades e trabalhar com números com muitos algarismos.
Vamos ver mais algumas atividades sobre esses assuntos!
1. Assista este filmete do You Tube: http://br.youtube.com/watch?v=rL1oU6fH25w
Não precisa copiar o link: clique aí em cima que já está funcionando.
Bonito, não? Agora, responda:
a) o que é esse albedo, a que a música se refere?
b) o que representam todos esses números recitados pelo locutor?
c) agora, a mão na massa: tome alguns desses valores e transforme-os em unidades do Sistema Internacional (SI). Dê os resultados em notação científica, com apenas três algarismos significativos.
Para você não dizer que é muito difícil, vou fazer um aqui pra você:

Entendeu tudinho? Então ótimo. Já vou fazer a tabela para você preencher; as células da tabela correspondentes à conversão da orbital eccentricity, obliquity of the ecliptic e oblateness não têm conversão para o SI (depois eu explico o motivo), mas vocês precisam descobrir o que significam:


2. Ainda sobre os assuntos cobrados na prova trimestral, que tal responder à perguntinha que eu postei no nosso blog?
3. (Um teste) Boa parte da água utilizada nas mais diversas atividades humanas não retorna ao ambiente com qualidade para ser novamente consumida. O gráfico mostra alguns dados sobre esse fato, em termos dos setores de consumo.
Consumo e restituição de água no mundo(em bilhões de m³ / ano)

Fonte: Adaptado de MARGAT, Jean-François. A água ameaçada pelas atividades humanas. In WIKOWSKI, N. (Coord).
Ciência e tecnologia hoje. São Paulo: Ensaio, 1994.
Com base nesses dados, é possível afirmar que
(A) mais da metade da água usada não é devolvida ao ciclo hidrológico.
(B) as atividades industriais são as maiores poluidoras de água.
(C) mais da metade da água restituída sem qualidade para o consumo contém algum teor de agrotóxico ou adubo.
(D) cerca de um terço do total da água restituída sem qualidade é proveniente das atividades energéticas.
(E) o consumo doméstico, dentre as atividades humanas, é o que mais consome e repõe água com qualidade.
4. Na tabela abaixo estão relacionados a área da base, a altura e o volume de 4 tipos de caixas d’água produzidas pela empresa “Caixas d’água Dengão”:
(Dado: densidade da água = 10.000kg/m³)

Analise CUIDADOSAMENTE a tabela acima e responda, com base nas informações obtidas dessa análise :
a) Existe alguma relação de proporcionalidade entre as grandezas V, B e H? Se existir, formule uma equação que relacione as três grandezas e que satisfaça os valores da tabela acima.
b) A empresa em questão ainda produz um quinto tipo de caixa d’água. Qual o valor da área da base dessa caixa d’água (em m2), sabendo-se que seu volume é V = 10.000L e sua altura é H = 10m?
c) Quanto pesa a água da caixa de tipo 4, quando ela se encontra 75% cheia?
5. Considere o volume de uma gota como 5,0×10-²mL. A ordem de grandeza do número de gotas em um litro de água é:
a) 10³ b) 105 c) 10² d) 104 e) 106
6. A medida da espessura de uma folha de papel, realizada com um micrômetro, é de 0,0107 cm. O número de algarismos significativos dessa medida é igual a:
a) 2 b) 3 c) 4 d) 5
7. Um campista planeja uma viagem, no seu carro, para acampar em uma cidade situada a 660,0km de Florianópolis. Para tal, considera os seguintes fatos:

Conhecendo o problema do motorista campista, determine:
a) o tempo (em horas) que ele calculou gastar no percurso;
b) o horário de partida de Florianópolis, para chegar no seu destino às 17,0 h.
8. Último: faça o problema 59 da página 60. É necessário copiá-lo TODO aqui. Inclusive o gráfico!
Assinar:
Comentários (Atom)
